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Atividades extracurriculares podem potenciar o bem-estar das crianças Atividades extracurriculares podem potenciar o bem-estar das crianças

Atividades extracurriculares podem potenciar o bem-estar das crianças

Atividades extracurriculares podem potenciar o bem-estar das crianças

Fazer algo de que se gosta para sair da rotina é saudável. Aqui ficam alguns conselhos úteis para os jovens entre os 2 e os 12 anos preencherem os tempos livres.


Publicado em 23-Set-2019

Cada vez mais os pais têm consciência da importância que as atividades extracurriculares têm na vida dos filhos. Música, dança, desportos individuais ou coletivos, escuteiros ou escoteiros, oficinas diversas, o que não falta é oferta dirigida a crianças e jovens. 

As atividades extracurriculares contribuem para o bem-estar dos mais novos, para o seu desenvolvimento, melhoram as suas competências sociais, entre outras vantagens. Há, porém, que se ter em atenção, colocando os filhos em atividades com as quais eles se identifiquem e não abusar na carga horária destas. O importante é que as crianças se sintam felizes a fazer as suas atividades.

Sara Branco, psicóloga, explica que qualquer atividade extracurricular que se possa realizar após o dia escolar ou no fim de semana torna-se “bastante importante, se se considerar que esta vem dar resposta a uma necessidade ou interesse específico da criança ou do jovem”. “Este tipo de atividades poderá potenciar o bem-estar, se for feito com o intuito de trazer maior plenitude no dia a dia”, acrescenta. O aumento do bem-estar é a “maior vantagem” que se tem com este tipo de atividades. 

A realização de qualquer atividade extracurricular escolhida pela criança também poderá contribuir para que esta aumente a sua autoconfiança e se sinta “mais realizada”. “Acredito que uma qualquer atividade poderá contribuir para a autoconfiança quando a criança se sente competente na realização de algo que demonstra a sua capacidade ou talento numa área.” 

Cada criança é uma criança

Sobre as melhores atividades que os alunos destas faixas etárias devem frequentar, Sara Branco afirma que não existe nenhuma específica que “possa ser aconselhada dessa forma, uma vez que a escolha deve sempre considerar cada criança ou jovem na sua individualidade”.

Questionada se é fundamental para as escolas, sejam elas públicas ou privadas, terem programas com algum tipo de atividades, responde ser importante as famílias estarem “atentas” às suas crianças e jovens para que dessa forma encontrem, “em conjunto, na sua comunidade, resposta específica para o que poderá potenciar o seu bem-estar, podendo a atividade a realizar ser uma panóplia muito diversificada e em vários formatos – não necessariamente nas escolas, após o horário escolar”.

Em baixo, alguns exemplos de atividades aconselháveis para jovens entre os 2 e os 12 anos.

Dança

Balé, hip-hop, danças tradicionais ou contemporâneas… a dança é uma das atividades extracurriculares mais procuradas pelos pais e mais frequentadas pelos mais novos. A dança, nas suas diversas formas de expressão, contribui para a coordenação motora, equilíbrio, flexibilidade e combate o sedentarismo. Também melhora a concentração, até para aprender as diferentes coreografias. A idade para uma criança começar varia de dança para dança, escola para escola ou de academia para academia, mas a iniciação no balé, por exemplo, pode ser entre os dois e os três anos.

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Na Escola de Dança Ana Köhler encontrará a modalidade que pretende para a sua criança. Dança para bebés, dança criativa, dança clássica ou dança contemporânea encontram-se na Companhia de Dança de Almada. Hip-hop, balé clássico, dança contemporânea e não só, também podem ser aprendidas na Associação para a Arte e Movimento


Artes marciais

Existem várias artes marciais – judo, muay thai, caraté – e todas têm um ponto comum: ajudam a disciplinar as crianças. Um bom mestre, treinador ou professor consegue-o. Há, porém, mais nas artes marciais. A nível físico, proporcionam uma melhor coordenação motora, aumentam os reflexos e o fortalecimento muscular. No que diz respeito à parte psicológica, também se regista um maior autocontrolo e autoconfiança e acalma as crianças. A partir dos 3 ou 4 anos já se pode começar a praticar as modalidades supracitadas, embora nesta fase estas nem sejam levadas muito a sério. Por último, mas não menos importante, recorde-se de que as artes marciais ensinam uma filha ou um filho a defender-se.

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As crianças que querem aprender muay thai têm no ZFortes Fight Club uma excelente opção. Para a prática de judo aconselha-se a “casa” de um verdadeiro campeão: a Escola Nuno Delgado. Para quem aprecia mais o caraté, uma sugestão que se deixa é o Clube Atlético de Alvalade


Surf

O que não faltam são escolas de surf espalhadas pelo país, de norte a sul há muito oferta. Podem ser na Costa de Caparica, Ericeira, Carcavelos, várias localidades no litoral alentejano, Nazaré, Figueira da Foz, Peniche, Matosinhos, enfim! Melhor: há escolas de surf a operar todo o ano (naturalmente com mais trabalho nas férias grandes, Carnaval ou Páscoa) e com sucesso. O surf é excelente para os miúdos porque trabalha os músculos do corpo, aumenta a capacidade cardiorrespiratória, a resistência cardiovascular, melhorando ainda a coordenação e o equilíbrio. Além destes benefícios, o contacto com a natureza que se tem e a consciência ambiental que se adquire são ganhos inigualáveis. 

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A Angels Surf School, a Tiago Pires Surf School ou a SurfLab são excelentes opções para a miudagem que gosta de surfar na crista da onda.


Workshops de culinária e academias de cozinha

É uma atividade que está na moda. Confecionar pratos distintos que vão de sopas, passando pela carne, peixe, sobremesas ou fazer algo tão simples como pão é uma autêntica diversão para os mais novos. Estes aprendem, literalmente, a cozinhar, triturar, misturar ou enrolar, além de ficarem a conhecer os diferentes alimentos, o que é sempre útil para o futuro. Fazem novas amizades, trabalham em equipa e é mais uma atividade que se pode fazer em casa envolvendo pais e filhos. A degustação dos pratos confecionados é o ponto alto das aulas e basta olhar para os seus rostos para verem como estão felizes! Normalmente, estas academias de cozinha e workshops funcionam a partir dos 6 anos.

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O Petit Chef, a Academia Time Out ou a Casa Capaz ajudam a tornar os mais pequenos em cozinheiros.


Música

Aprender a tocar um instrumento musical ajuda a saber trabalhar em equipa, melhora a coordenação, estimula o cérebro, desenvolve a paciência e perseverança, expõe as crianças e os mais novos a outras culturas e tipos de música distintos, alivia o stress, entre vários outros benefícios, comprovados cientificamente. A idade para começar a tocar um instrumento musical varia… consoante esse mesmo instrumento. A idade ideal para se aprender a tocar bateria ou flauta, por exemplo, é 8 anos. Guitarra, 6 ou 7. Mas para aprender piano pode começar-se entre os 3 e os 8 anos.

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Piano, guitarra, bateria, flauta, saxofone, entre outros instrumentos, podem ser aprendidos na Academia de Música de Telheiras. A Musa é uma escola de artes performativas com uma oferta semelhante. Já a Escola de Música Guilhermina Suggia oferece o Curso de Iniciação Musical, o Curso Básico de Música e Cursos Livres. 


Ginástica

A prática de ginástica é uma boa opção porque trabalha a flexibilidade, a resistência, o equilíbrio e a agilidade. Reduz, igualmente, o risco de obesidade, doenças cardíacas e diabetes. A idade ideal para uma criança iniciar esta modalidade é variável: para a ginástica aeróbica, por exemplo, pode ser a partir dos três anos. Mas também há ginástica rítmica, artística ou acrobática. O melhor será sempre falar com o professor ou com o pediatra e confirmar a melhor altura para começar. 

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O Ginásio Clube Português, o Sport Club do Porto ou o Ginásio Clube da Maia têm excelentes secções de ginástica – rítmica, artística e acrobática – para crianças .