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SÁBADO por C-Studio

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Colunas wireless, como escolher?

Colunas wireless, como escolher?

Hoje pode ouvir todas as peças musicais alguma vez gravadas pela humanidade a partir do confortável assento de um sofá. Mas nem todas as colunas wireless foram criadas da mesma maneira, pelo que a tarefa de escolher a mais adequada pode ser um pouco complicada. Permita-nos dar uma ajuda…

Na história do áudio, poucos produtos tiveram uma expansão tão rápida e com um impacto tão profundo na forma como ouvimos música como as colunas sem fios. Várias são objectos de culto ou produtos de luxo de design trendy, que atingiram uma elevada qualidade áudio, ao contrário do que acontecia inicialmente. Já ninguém precisa de optar entre forma e função na hora de comprar uma coluna, mas infelizmente tem de optar por quase tudo o resto. Grandes ou pequenas, portáteis ou não, wi-fi ou bluetooth, com ou sem Spotify, inteligentes ou básicas, isoladas ou multiroom. As opções são múltiplas e, com elas, crescem naturalmente as dúvidas. Por isso, a primeira coisa a fazer é escolher a finalidade.

Como vai usar a coluna?

Até podem ser à prova de água, ideais para o exterior, como é o caso das UE, de Ultimate Ears. Mas se o objectivo é funcionarem como principal centro musical lá em casa, então pode preferir investir em algo mais sério, como a Mu-So da Naim, para uma qualidade de som invejável. Aspecto visual ou tamanho fazem todo o sentido, mas é uma preocupação a considerar depois desta primeira decisão. Até porque hoje existem colunas de todas as formas e feitios, do look mais retro, como as Marshall, ao mais futurista das Phantom Devialet, que o dono da Louis Vuitton – e seus sócios – decidiu criar para serem o máximo em áudio high-end. Vai encontrar até “colunas imitação de pedra” à venda no Alibaba. Há gostos para tudo…

Tecnicamente, deve sempre preferir colunas com bateria incorporada, mesmo que por vezes a (pouca) duração da mesma seja extremamente irritante. Especialmente quando sobe um pouco o volume. O remédio será obviamente mantê-la ligada à tomada, o que estraga um pouco a lógica do wireless, pelo que a cura passa antes por não escolher nada abaixo das quatro horas, no mínimo(!). E já encontra produtos que duram um dia inteiro sem precisarem de ir à corrente, como a Dali Katch.

E agora, para algo mais técnico…

As wireless funcionam através de uma de duas tecnologias: wi-fi ou bluetooth. Esta última é a mais difundida e está presente na maioria dos casos porque é a forma mais fácil e conveniente de ligar um reprodutor – como o telemóvel – à coluna. Por bluetooth, tudo o que estiver a dar no telemóvel ou iPad toca na coluna, incluindo chamadas, que podem acontecer na altura mais imprópria. Depois temos o wi-fi, que permite uma maior abrangência, mas também implica uma rede montada para funcionar, o que pode não ser o caso se quiser levar as colunas para um parque, por exemplo. Tecnicamente, o wi-fi permite também uma melhor qualidade de som, embora na prática se conseguir descobrir a diferença entre um e outro é porque é claramente um melómano.

Se conseguir descobrir a diferença entre um e outro é porque é claramente um melómano

Agora já não será interrompido por uma chamada, e isto porque são as colunas, não o telemóvel, quem acede directamente à fonte. Na maioria das colunas, como as B&O BeoPlay A6, não deverá ter problemas no acesso a serviços de música em streaming como o Spotify, Amazon ou Apple Music, mas convém sempre verificar a lista de compatibilidades. O mesmo não se passa em sites como YouTube ou Netflix, que são muito mais complicados. Finalmente, por wi-fi consegue ligar mais do que uma coluna em simultâneo, seja para melhorar a qualidade de som numa divisão seja para desfrutar a música noutras zonas. Só que também aqui existe um mas… porque pode haver problemas de compatibilidade entre colunas. Para uma experiência mais fluída, o ideal será investir num sistema multiroom completo, como os oferecidos pela Sonos ou pela Bose.

Last but not least

As smart speakers! As colunas inteligentes têm estado no centro das atenções porque incorporam um microfone que comunica com um dos assistentes pessoais mais conhecidos, casos da Alexa da Amazon, da Siri da Apple ou do Google Assistant, permitindo depois, sempre por voz, controlar a música que ouvimos, ou as luzes numa casa inteligente ou até perguntar pelo tempo e pelo trânsito. Contudo, por vezes as atenções não chegam pelos melhores motivos: suscitam problemas de privacidade e já protagonizaram situações quase assustadoras – Alexa riu-se para mim. Ainda não é exactamente como nos filmes de ficção científica, mas para lá caminha.

Echo da Amazon, Google Home e HomePod da Apple são as colunas “oficiais”, mas nenhuma se vende em Portugal, porque nenhuma fala ainda português. A Google parece ser aquela que está mais perto, com lançamento previsto até final do ano. Mas como estes assistentes estão a ser crescentemente integrados em smart speakers de outros fabricantes, a oferta é bem maior. E com ganhos na qualidade de som.