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Dia de Reis e Rainhas Dia de Reis e Rainhas

Dia de Reis e Rainhas

Dia de Reis e Rainhas

Depois do Natal e Ano Novo, falta uma noite para fechar as festas. E vai sendo mais do que tempo de recuperar esta data, cheia de tradições e convívio.


Publicado em 03-Jan-2020

Segundo a tradição cristã, foi no dia de reis que o menino Jesus recebeu a visita de três reis magos, vindos do oriente, trazendo presentes. Não se sabe exatamente quem ofereceu o quê, mas Baltazar, Belchior (ou Melchior) e Gaspar vieram carregados de ouro, incenso e mirra, presentes de enorme significado, pois o ouro era um presente para a realeza, o incenso para sacerdotes e a mirra para um profeta. Hoje adiantámos essas dádivas para a noite de Natal, e trocámos os presentes por Playstations e peúgas, quiçá perdendo algum simbolismo, mas ainda há muitas tradições para celebrar. E outras tantas razões para o fazer…

Em Portugal ainda se cantam as Janeiras na Noite de Reis, de dia 5 para 6 de janeiro. Sobretudo nas vilas e aldeias do país, quando grupos saem à rua dedicando músicas aos donos das casas e, em troca, recebendo oferendas de comida e vinho. Os cantares eram (e ainda são) maioritariamente religiosos, mas pelo meio estes grupos foram adicionando estrofes em louvor dos anfitriões…tudo para tentar reforçar a quantidade das oferendas. Enchidos e vinho quente no interior, para enfrentar os rigores do inverno e aclarar as gargantas para a cantilena. Em Portugal também existe a tradição de, neste Dia de Reis, comer uma romã, e cortar a sua coroa, que deve ser guardada juntamente com uma moeda no fundo de uma gaveta, para que o dinheiro nunca se acabe e a casa tenha fortuna. Esta tradição terá raízes pagãs, porque a romã é um fruto associado à fertilidade e, logo, à abundância e à prosperidade.

Mas será provavelmente em Espanha que o Dia de Reis tem mais importância. As crianças recebem os principais presentes nesta noite e na maioria das cidades organiza-se o cortejo dos Reis Magos, a “Cabalgata de Reyes”.  Não é carnaval, mas os Reis Magos desfilam em carros decorados, acompanhados por pajens. As ruas enchem-se de festividades e as crianças deixam sapatos nas janelas, cheios de erva ou palha, para “alimentar os camelos dos Reis Magos. Em troca, os pajens oferecem doces e guloseimas, que muitas vezes as crianças só descobrem no dia seguinte.

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No sul da Republica Checa também é costume organizar-se uma Cavalgada, na qual participam a maioria dos jovens das cidades, vestidos com os trajes tradicionais da região. Já na Hungria, as crianças vestem-se de Reis Magos, andando de porta em porta com presépios na mão e pedindo moedas de oferenda. Na Alemanha fazem o mesmo, com as crianças disfarçadas de Reis Magos, batendo de porta em porta e muitas vezes escrevendo as suas inicias nas portas das casas. Tal como as iniciais ‘C+M+B’, que não significam ‘Caspar’, Melchior e Baltazar, mas a frase ‘Cristo Mansionem Benedicat’, ou seja, que Cristo abençoe esta casa. Pode ser que assim perdoem os rabiscos.

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Estranhamente, é em Itália que a tradição mais se afasta dos Reis Magos, e em seu lugar surge uma simpática bruxa Befana, que oferece presentes às crianças. A bruxa é uma figura folclórica da Itália, e é geralmente retratada como uma velhinha afável, de roupas remendadas, xaile, lenço na cabeça e chapéu pontiagudo, mais botas e vassoura na mão. Leva presentes às crianças, mas só a quem se porta bem. As outras recebem um menos simpático bloco de carvão. E em França a tradição é comer a “Galette des Rois” que, trás uma coroa no centro e um brinde no interior.  Quem encontrar o brinde será rei por um dia – uma tradição que vem do tempo dos romanos, que na altura escolhiam um escravo para desempenhar esse papel.

Claro que em Portugal também temos o nosso Bolo Rei, ou a sua variante feminina, o Bolo Rainha, que não leva fruta caramelizada. Antigamente também era tradição virem com fava e um brinde — a quem saísse a fava teria de pagar o bolo no ano seguinte. Hoje essa tradição também caiu em desuso, pelo risco para a saúde, mas nada nos impede de organizar mais um jantar com a desculpa de comer o bolo no final. E trocar mais uns quantos presentes…

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