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SÁBADO por C-Studio

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É uma gravata portuguesa, com certeza

É uma gravata portuguesa, com certeza

Diferentes estilos, inúmeros padrões e muita facilidade na hora de compra. Descubra por que razão as gravatas nacionais estão a dar que falar

Pôr uma gravata é muito mais do que um mero gesto mecânico, repetido matinalmente em frente ao espelho. É um ritual no qual cada trabalhador veste a sua capa de superempregado e fica pronto para mais um dia de luta.
Usar uma gravata – e por certo que existe uma forma correta de o fazer, como já lhe mostrámos aqui – deixa-nos em modo “on”, tal como o ato de a tirar ao fim do dia nos diz “ok, agora podemos relaxar”. Esta é a principal função de uma gravata, e por muito que as regras de etiqueta no mercado de trabalho se tenham suavizado nos últimos anos, a gravata, por si só, mostra como nos importamos e estamos preparados para fazer um esforço extra e conseguir ser bem-sucedidos.
Estas propostas nacionais são por isso duplamente bem-vindas, pois já começamos a ter as nossas marcas a dar cartas neste meio, num movimento muito semelhante ao que aconteceu, por exemplo, com os óculos de sol ou os fatos de banho.

Comodoro

As gravatas custam entre os 29 e os 59 euros e são todas produzidas numa fábrica em Famalicão. Adicionalmente, têm nomes portugueses, como Vila Viçosa, Olhão, Ilhas das Flores, ou Lezíria. Algumas homenageiam heróis nacionais, como Afonso de Albuquerque, Fernão de Magalhães ou Diogo Cão. Outras viram-se para “heróis” mais contemporâneos, como RFM, The Independente Collective ou Outjazz. Em todas podemos escolher entre três larguras diferentes: 5,5, 6,5 ou 7,5 cm – do mais modernaço ao mais tradicional –, com exceção das gravatas em lã, essas medem sempre 6 cm.
Ainda que o negócio passe maioritariamente pela venda online, em Portugal ou no mundo, a Comodoro está ainda assim presente em algumas lojas físicas, como pode consultar no site.

It Tamarindo

Davos, Saratoga, Ascot, Le Mans ou Garda são apenas alguns dos modelos destas gravatas desenhadas em Portugal, fabricadas em Itália e pensadas para o mundo inteiro. Podem ser em seda, algodão ou lã, medem entre os 7 e os 8 cm de largura e custam todas o mesmo: 56 euros. No site da marca pode ainda “checar” os suspensórios e a parceria com o espaço Alphaiate,  a nova marca de personalização. É nesta loja também que pode ver ao vivo e a cores as gravatas da It Tamarindo.

Dielmar

A Dielmar é uma das mais importantes marcas de moda nacional. Vestiu inclusive a seleção nacional de futebol no ano em que fomos campeões europeus. A coleção da Dielmar oferece desde as peças mais casuais às mais formais, incluindo fraques e um serviço de alfaiataria. Não sendo uma marca exclusivamente de gravatas, a linha neste domínio é bastante extensa. Todos os produtos são confecionados na sede da empresa, em Alcains, perto de Castelo Branco, e depois exportados para o mundo – ou para uma das várias lojas  que a marca tem em Portugal.

Sacoor

Foi apenas em 1989 que os quatro irmãos Sacoor lançaram a marca que, hoje, tem inegável sucesso internacional. Está presente em 13 países e em mais de 100 lojas, incluindo uma forte presença no Médio Oriente e Sudoeste Asiático. Tanto que foi selecionada ao lado de Armani ou Dolce & Gabbana para o guarda-roupa do blockbuster de verão Crazy Rich Asians – além de ter substituído a Dielmar no guarda-roupa da seleção. Da moda mais casual à formal, oferece ainda uma extensa coleção de acessórios na qual se incluem, naturalmente, as gravatas.