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Jazz em Agosto regressa à Gulbenkian Jazz em Agosto regressa à Gulbenkian

Jazz em Agosto regressa à Gulbenkian

Jazz em Agosto regressa à Gulbenkian

Evento incontornável do verão lisboeta, o festival Jazz em Agosto está de volta ao anfiteatro ao ar livre da Gulbenkian, com um cartaz “revolucionário”.


Publicado em 02-Ago-2019

A 36ª edição do festival Jazz em Agosto tem como mote a frase “Música para que tudo não fique na mesma”. A ideia é oferecer uma programação que faça lembrar a todos que a raiz do jazz é a “semente da contestação e da mudança, enquanto música movida pelo contexto social à sua volta”, e que “a música deve carregar consigo um sentido maior, deve ser veículo para a mais profunda expressão de tudo aquilo que nos faz humanos e apontar para uma existência mais digna”. E é por isso mesmo que a programação deste ano traz a Lisboa nomes como Heroes Are Gang Leaders, um grupo que se formou na sequência da morte do poeta e ativista Amiri Baraka (que atuou no Jazz em Agosto 2000 e 2001), crente na capacidade de as palavras e a arte produzirem uma real transformação no mundo. À frente de um coletivo de 10 músicos e cantores, os dois líderes (o saxofonista James Brandon Lewis e o poeta e fotógrafo Thomas Sayers Ellis) dirigem, em palco, verdadeiras sessões de celebração da cultura negra e de permanente questionamento dos desequilíbrios sociais das nossas sociedades. Atuam sexta-feira, dia 2, às 21h30 e são um dos muitos exemplos deste “jazz de confronto”.

Seguem-se-lhes, a 3 de agosto, os Burning Ghosts de Daniel Rosenboom, praticantes de uma fusão entre jazz e metal, com um repertório que aponta na direção das desigualdades sociais norte-americanas. No dia seguinte, vai poder assistir à música desafiante de Nicole Mitchell, a visionária flautista norte-americana “seguidora do afrofuturismo, em que jazz, funk, música clássica, spoken word e orientalidade formam uma única massa sonora tão inquietante quanto deslumbrante”.

  • Nicole Mitchell e o projeto Mandorla Awakening ©DR
    Nicole Mitchell e o projeto Mandorla Awakening ©DR
  • Ambrose Akinmusire ©DR
    Ambrose Akinmusire ©DR
  • Mary Halvorson – Code Girl ©Reuben Radding
    Mary Halvorson – Code Girl ©Reuben Radding
    • Nicole Mitchell e o projeto Mandorla Awakening ©DR
      Nicole Mitchell e o projeto Mandorla Awakening ©DR
    • Ambrose Akinmusire ©DR
      Ambrose Akinmusire ©DR
    • Mary Halvorson – Code Girl ©Reuben Radding
      Mary Halvorson – Code Girl ©Reuben Radding

      Além das noites no anfiteatro ao ar livre, voltam a realizar-se os concertos da tarde (às 18h30) no Auditório 2, com nomes de vanguarda da improvisação livre ou da eletrónica experimental, como a norueguesa Maja S. K. Ratkje ou o casal (dentro e fora de palco) Ingrid Laubrock e Tom Rainey, e ainda quatro dos mais destacados e inventivos intérpretes da música improvisada nacional: Toscano, Pinheiro, Mira e Ferrandini.

      O festival encerra a 11 de agosto com um concerto de Mary Halvorson, tida como uma das mais originais guitarristas na órbita do jazz, liderando um coletivo que inclui Michael Formanek, Tomas Fujiwara, Maria Grand e Adam O’Farrill, e ainda a voz de Amirtha Kidambi, cantora formada na tradição musical indiana. Mais informação sobre a programação aqui .

      Os bilhetes estão à venda na Fundação Calouste Gulbenkian, no Museu Calouste Gulbenkian e online em gulbenkian.pt/jazzemagosto/bilhetes/. Os preços variam entre 6€ e 20€, para concertos individuais, e 20€ e 90€ para os passes.
      O concerto de Abdul Moimême (dia 10 de agosto, às 21h30) é de entrada gratuita (mediante levantamento prévio de bilhete no próprio dia, na bilheteira do Museu Calouste Gulbenkian – Coleção Moderna, a partir de uma hora antes do evento).