Este website utiliza cookies para melhorar a navegação. Ao navegar no website estará a consentir a sua utilização. Para saber mais clique aqui.

Powered by

Unibanco
<em>Let’s Jump</em>: Uber e as bicicletas autónomas <em>Let’s Jump</em>: Uber e as bicicletas autónomas

Let’s Jump: Uber e as bicicletas autónomas

Let’s Jump: Uber e as bicicletas autónomas

Lisboa está na calha para ser uma das primeiras cidades europeias a oferecer o novo serviço de bike sharing da Uber, mas para a empresa americana não basta partilhar bicicletas, é preciso torná-las autónomas.


Publicado em 20-Fev-2019

Já se sabia que Uber apostava na condução autónoma para o futuro dos seus serviços, mas agora descobrimos que a marca está a planear alargar essa tecnologia a todos os veículos, e não apenas aos automóveis – e isso inclui até bicicletas e trotinetes.

Quando, no ano passado, a Uber adquiriu a Jump, uma empresa de partilha de bicicletas elétricas, isso permitiu-lhe alargar o modelo de negócio a outras formas de mobilidade – até porque utilizamos a mesma aplicação seja para pedir um carro ou desbloquear uma trotinete. Em pouco tempo a Jump foi alargando a atividade a várias cidades nos Estados Unidos, como Sacramento, Dallas, Austin, Los Angeles, Chicago, Seattle ou São Francisco, cidade que tem bastante mais em comum com Lisboa do que uma ponte. Tal como a capital portuguesa, São Francisco é uma cidade de colinas, mas o sucesso das bicicletas partilhadas foi enorme, e em pouco tempo cada bicicleta era já alugada em média sete vezes ao dia, e roubava uma fatia de 15% aos serviços tradicionais da Uber. E isso era evidente sobretudo nas horas de ponta.

<em>Let’s Jump</em>: Uber e as bicicletas autónomas | Unibanco

Para já, na Europa, a Jump existe apenas em Berlim, mas o objetivo é alargar a outras cidades do velho continente muito em breve – incluindo Lisboa, em Portugal, que pode até estar entre as primeiras cidades a receber o novo serviço. O próprio site da Uber, em português, já contempla a apresentação da Jump.

Se tudo isto parece um corolário lógico da atividade da empresa que pretende ser a “Amazon da mobilidade”, mais surpreendente foi o anúncio de que tinha criado uma unidade de Micromobility Robotics (ou robótica de micro mobilidade) dentro da Jump, o que, segundo os analistas, só pode ter um significado: a Uber está a preparar alargar a condução autónoma às bicicletas e trotinetes.

<em>Let’s Jump</em>: Uber e as bicicletas autónomas | Unibanco

Ao contrário de outros serviços de bicicletas partilhadas, como é o caso dos existentes em Portugal, as bicicletas da Jump dispensam as estações de carregamento pois possuem uma bateria removível, que pode ser trocada. Isto permite deixar as bicicletas ao longo de vários pontos diferentes da cidade, quase como se fosse uma trotinete, embora com um serviço que se pretende mais organizado, existindo zonas predefinidas para a largada – quem não o fizer incorre numa multa

Ora o interesse da Uber neste lado “autonómico” prende-se precisamente com os tempos mortos, e não com a utilização direta do serviço, até porque ao contrário dos automóveis que dispensam um condutor, é justamente por terem de pedalar que muitos escolhem a bicicleta. Mas nos períodos em que não estão a ser utilizadas estas poderiam deslocar-se sozinhas, para zonas diferentes da cidade, onde a procura fosse maior, ou até ir ter diretamente com o cliente, ou então, por exemplo, dirigir-se a um ponto pré-definido para a troca de baterias. Seria mais muito mais eficiente do que ter carrinhas a andarem pela cidade a fazerem esta gestão manualmente. Eficiente e rentável, por isso não estranhe se muito em breve passar por si uma bicicleta sem ciclista.

<em>Let’s Jump</em>: Uber e as bicicletas autónomas | Unibanco