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SÁBADO por C-Studio

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Motos perfeitas para a cidade

Motos perfeitas para a cidade

A rapidez nas deslocações, a fuga ao trânsito, a facilidade em arranjar estacionamento, o tamanho reduzido e, claro, a poupança em combustível, tão benéfica para o ambiente como para as finanças pessoais. Quanto mais as cidades crescem, maior é a necessidade de veículos mais pequenos e eficientes.

Não há especialista que não aponte as duas rodas como um elemento fundamental na mobilidade urbana. Agora e no futuro, que até já existem modelos (ainda em fase de teste) com condução autónoma. É o caso, por exemplo, da BMW que já mostrou uma R1200 a travar, acelerar e curvar sem qualquer intervenção do condutor.

Mesmo aqui ao lado, em Espanha, as empresas do setor das duas rodas (representadas pela Anesdor) realizaram um estudo que sustenta que as motos e as scooters emitem apenas 1% do dióxido de carbono, comparando com os 65,5% de emissões de outros veículos motorizados, e isto apesar de representarem 16% do parque total de veículos. O mesmo estudo sugere inclusivamente que se mais 10% do parque automóvel fosse substituído por motos, os engarrafamentos seriam reduzidos em cerca de 40%. O impacto na vida seria tremendo…

As evidências, de alguma forma, atestam-no: as motos ocupam cerca de 1/3 do espaço de um automóvel na via pública e levam muito menos tempo a fazer o mesmo percurso. Entre 50% e 70% menos, estima por seu lado a portuguesa Motosport, o que também contribui para esta diferença na emissão de gases nocivos. Na realidade, esta é uma experiência que pode realizar facilmente, basta pesquisar no Waze quanto tempo dura determinado caminho. De automóvel primeiro, e depois de motociclo. É ver para crer.

Por cá, também já se fizeram muitas contas à poupança motociclo vs. automóvel, incluindo uma feita pelo Jornal de Negócios, entre um pequeno utilitário e uma pequena moto, que dá um resultado na casa dos 700 euros anuais, andando sensivelmente 15 mil quilómetros. E isto apenas em combustível.

A conclusão? Com as ruas estreitas das nossas cidades, o estacionamento caótico e clima bastante clemente, ao invés do preço dos combustíveis, que podem ser muito inclementes, o uso das duas rodas devia estar bastante mais disseminado em terras lusas. Talvez fosse até benéfico para toda a população implementar campanhas ou incentivos que ajudassem a essa adoção.

Ainda assim, a lei que habilita todos os condutores com carta de condução B a conduzir motas até 125 cm3 facilitou naturalmente o acesso. O mesmo se pode dizer em relação à mais recente abertura de algumas das faixas Bus, primeiro no Porto e em Lisboa mais recentemente. Pela nossa parte deixamos aqui uma ajuda também, revelando alguns dos modelos mais interessantes que o mercado tem para oferecer:

Vespa Elettrica

A mítica Vespa, a moto mais cool de sempre, prepara-se para lançar um modelo totalmente elétrico – o primeiro da marca –, que felizmente não toca no design. Exceto num pequeno friso (que pode ver nas imagens), que terá sete opções de cor à escolha. Pelo que já se sabe, esta Vespa, que será lançada durante o próximo ano, terá uma autonomia de 100 km, e bastam quatro horas numa tomada normal para voltar a repor a carga total. Ainda assim, e para os mais preocupados com a autonomia, existirá ainda um modelo híbrido, a Elettrica X, com um pequeno motor a combustão auxiliar, que estende a autonomia por mais 100 km (para os 200). Se não conseguir esperar mais, a  Elettrica  está já em pré-reserva no site por um preço de 6590 euros.

Peugeot 2.0

No final do ano passado, a Peugeot desligou a Vogue, herdeira direta da mítica 103, e a última mobilette (ou ciclomotor) europeia em produção. Agora a marca francesa, que com 120 anos é também a mais antiga casa de motos em existência, lança um modelo totalmente elétrico e virado para o futuro: a Peugeot 2.0.

As prestações são muito semelhantes a uma scooter normal e tem uma autonomia de 50 km, com a particularidade de a bateria ser amovível, pelo que pode levá-la para qualquer lado e carregar em casa, no escritório, ou mesmo durante uma ida às compras. Duas horas e meia carregam 80% da bateria que, é bom referir, ainda pesa 14 kg… Ainda não tem preço definido em Portugal, mas em França será inferior a 5 mil euros.

Honda vintage

  • Honda Monkey
    Honda Monkey
  • Honda Super Cub
    Honda Super Cub
    • Honda Monkey
      Honda Monkey
    • Honda Super Cub
      Honda Super Cub

      A Honda recriou dois dos seus modelos mais bem-sucedidos da história, e em boa hora. Comecemos pela Monkey, divertida de conduzir, ágil, pequena e prática. O modelo original tornou-se um ícone da década de 1970 e hoje tem tudo para o voltar a ser, com um motor de 125 cc e disponível numa de três combinações de cores: amarelo/branco; encarnado/branco; preto/branco. Disponível por 4100 euros.

      Já a Super Cub é “só” a moto mais vendida no mundo. Denominada “a Vespa da Ásia”, nunca chegou sequer a ser vendida na Europa – existia apenas no Japão e resto da Ásia –, mas era tão popular que o sucesso foi imparável: vendeu mais de 100 milhões de unidades junto de todas as franjas da população. Ainda por cima era considerada praticamente indestrutível.  Em 2019, chega a versão Super Cub 125, pela primeira vez em Portugal e, naturalmente, com um motor de 125 cc e a 4 tempos igual ao original.

      Bikesharing

      Temos a Gira nas bicicletas, DriveNow e emov nos automóveis, e a eCooltra nas scooters – prova de que os serviços de sharing são cada vez mais uma opção válida nas deslocações urbanas. No caso da eCooltra o preço é de 24 cêntimos por minuto, não exatamente barato se compararmos com os 21 da emov ou os 29 que se encontram com frequência na DriveNow, mas para um BMW ou um Mini. Ainda assim, como a mota representa uma viagem mais curta, a poupança pode chegar por esse lado. Cada scooter tem dois capacetes de diferentes tamanhos (com as devidas proteções para o cabelo), pelo que podem viajar duas pessoas nestas motos elétricas. O serviço é válido para maiores de idade com carta de condução válida (A, B, C ou D).

      E ainda…

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