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No Douro, um festival é outra coisa No Douro, um festival é outra coisa

No Douro, um festival é outra coisa

No Douro, um festival é outra coisa

O Douro é a mais antiga e conceituada região de vinhos de Portugal e celebra esse estatuto com duas grandes mostras do melhor que sabe fazer.


Publicado em 16-Mai-2019

O Douro abre a época com dois festivais dedicadas ao melhor da gastronomia e dos vinhos da região – porque felizmente andam ambos de mãos dadas. O primeiro, o Festival do Vinho do Douro Superior começa já esta sexta-feira, dia 17, e decorre durante o fim de semana em Vila Nova de Foz Côa, capital desta sub-região do Douro. O segundo, o Douro TGV, arranca no final do mês em Vila Real, recheado de turismo, gastronomia e vinho.

O Douro é um lugar da mais extraordinária beleza natural e um dos raros casos em que a mão do homem transformou em algo ainda mais belo. Mas também é verdade que não existe apenas um Douro, existem vários, três seguramente, correspondendo às sub-regiões vinhateiras em que se divide: Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior, estendendo-se esta última até à fronteira com Espanha. Das três, foi também aquela – até pelas dificuldades de navegação – que começou a ser explorada mais tarde e durante muitos anos foi menosprezada em relação às duas primeiras.

  • No Douro, um festival é outra coisa | Unibanco
    Vindimas nas Colinas do Sol. Uma das casas premiadas na edição anterior volta a marcar presença este ano.
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      Vindimas nas Colinas do Sol. Uma das casas premiadas na edição anterior volta a marcar presença este ano.
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      VII Festival do Vinho do Douro Superior, de 17 A 19 de maio, no Expocôa, Pavilhão de Exposições e Feiras de Vila Nova de Foz Côa. Entrada livre.

      Tudo isso mudou há pouco mais de duas décadas e hoje este Douro, na transição entre o granito e o xisto, ganhou estatuto dentro da região e afirmou-se até no mundo, vivendo um período de apogeu que coincide mais ou menos com a chegada dos vinhos de mesa DOC ao Douro. É este legado que Festival promove há 8 edições, contando sempre com os melhores tintos e brancos da região, como os Colinas do Douro, Muxagat, Conceito, Quinta da Leda, Burmester, Duas Quintas, Crasto Superior, Duorum e muitos, muitos mais…

      …mais de 180, para serem provados pelos cerca de oito mil visitantes aguardados no evento. Não todos por todos, esperemos…

      Para aplacar a fome nada como provar o melhor da gastronomia da região, os produtos e os restaurantes, como o conceituado G, o restaurante da Pousada de Bragança premiado este ano com a tão desejada estrela Michelin. Já para alimentar a alma basta visitar as inúmera maravilhas naturais, onde se inclui o Parque do Côa, casa das famosas gravuras rupestres, e terminar o dia (de sábado) num concerto dos The Gift.

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        André Magalhães, da Taberna Fina e Taberna da Rua das Flores, em Lisboa, esteve na última edição do Douro TGV
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          André Magalhães, da Taberna Fina e Taberna da Rua das Flores, em Lisboa, esteve na última edição do Douro TGV
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          III Douro TGV – Turismo Vinho e Gastronomia, de 29 a 31 de maio, nos Claustros do Governo Civil de Vila Real. Entrada Livre.

          O Douro TGV, pelo contrário, entra na sua terceira edição e nunca quis ser um festival meramente de vinhos, antes de todos os pilares económicos da região. Daí a inteligente utilização da sigla: TGV, de Turismo, Gastronomia, Vinhos.
          O TGV decorre em Vila Real, a capital do distrito, no final deste mês de maio, entre os dias 29, 30 e 31, de quarta a sexta-feira, e cada um dos dias é dedicado a um dos temas. Assim, a 29, abraçamos os novos caminhos do turismo na região, ao passo que no dia seguinte as estrelas são as carnes DOP, porque mesmo não tendo uma área assim tão grande, o Douro e Trás-os-Montes oferecem nada menos do que oito raças autóctones com Denominação de Origem Protegida. Poucos o sabem. São elas as carnes de bovino Barrosã, Maronesa e Mirandesa. O Cabrito Transmontano. Os ovinos Borrego Terrincho, Cordeiro Bragançano e Cordeiro Mirandês. Mais o Porco Bísaro Transmontano.

          Ao terceiro dia sobem então ao palco os vinhos, mais concretamente os vinhos DOC, tintos e brancos. Porque se a Região Demarcada do Douro foi criada em 1756, o resultado foi sempre para o Vinho do Porto. Os vinhos de mesa surgiram há apenas três décadas, o boom só chegou passados dez anos. Trata-se de um tema para ser explorado por alguns dos pioneiros dessa mudança, como Domingos Alves de Sousa, João Nicolau de Almeida ou José Maria Soares Franco, e pelos sucessores que continuam o legado, como Celso Pereira, enólogo do Vértice e Quanta Terra, Jorge Serôdio Borges, da Wine & Soul ou Olga Martins, CEO da Lavradores de Feitoria. Claro que durante os três dias do evento será possível experienciar e saborear todos e cada um dos temas.