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Os novos restaurantes de petiscos em Lisboa e Porto Os novos restaurantes de petiscos em Lisboa e Porto

Os novos restaurantes de petiscos em Lisboa e Porto

Os novos restaurantes de petiscos em Lisboa e Porto

Não é egoísta e gosta de partilhar a mesa e os pratos com os amigos? Então venha conhecer os novos restaurantes de petiscos tradicionais, em Lisboa e no Porto.


Publicado em 17-Mai-2019

A melhor das refeições tem mesa cheia, boa companhia e não tem hora nem para início nem para o fim? Prefere ter vários pratos espalhados sobre a mesa do que um arrumado à frente de cada comensal? Já está a pensar no après-praia, de cerveja na mão e petisco a condizer? Se respondeu que sim a qualquer uma destas questões então está ao sítio certo para descobrir os novos restaurantes cheios de petiscos que ainda não conhecia.

Picamiolos

      O Tomba Lobos, em Portalegre, ocupa um lugar especial no coração (ou no estômago) de quem gosta de boa comida. A boa notícia é que José Júlio Vintém rumou a Lisboa, a convite de Ricardo Santos e Leonor Brito, do By the Wine, para abrir um novo restaurante. Foi assim que surgiu o Picamiolos, no final do ano passado, num edifício antigo, cheio de arcadas que tão bem delimitam o espaço, e criam até zonas ultra reservadas.

      Este Picamiolos não é exatamente uma cópia do Tomba Lobos. A inspiração continua a ser a cozinha tradicional alentejana, mas junta-lhe conceitos mais disruptivos, como o movimento internacional Head to Tail, que defende que todas as partes do animal devem ser aproveitadas, sem nada desperdiçar, incluindo extremidades e miudezas.  O que é ótimo para petiscos…

      “Quero que seja um sítio onde as pessoas que não gostam de provar coisas estranhas, provem coisas estranhas. E fiquem maravilhadas”, disse o chef, e é impossível ficar indiferente às Pétalas De Toucinho, às Molejas De Borrego (molejas com Alho), ao Focinho (literalmente) de Porco Grelhado, aos Miolos De Borrego Panados ou à Orelha de Porco Grelhada… se for mesmo muito esquisito opte por nem sequer fazer perguntas. Deixe-se levar, por amigos ou confiando no serviço, porque vai terminar agradavelmente surpreendido quando descobrir tudo o que comeu – e adorou.

      Por vezes as miudezas são mais simbólicas do que reais, como é o caso dos Corações de Alcachofra, ou Salada de Corações de Alface (coração de alface/pera/mel/nozes) e como há tanta gastronomia para descobrir neste restaurante  – na verdade ainda só falámos de entradas –  o melhor será vir e descobrir tudo por si próprio – se ainda não o fez.

      Palavra final para a decoração do atelier Silva Dias (Alma, Tapisco, Honorato, etc.) que criou um ambiente sofisticado e descontraído, com destaque para as enormes cabeças de animais penduradas (desenhadas por uma artista assumidamente vegetariana) e para a projeção de frases como “Vou-te comer”, ao lado de um touro, ou “Better then Yours”, ao lado de uma galinha. O espaço divide-se em dois pisos, com o restaurante a ocupar o andar superior e deixando o piso térreo para uma zona mais virada para pequenos petiscos, a funcionar muito em breve. Outra grande notícia para os finais de tarde.

      Picamiolos
      Rua do Corpo Santo, 4, Cais do Sodré, Lisboa. Tel. 215 890 487
      Todos os dias das 19h00 às 24h00 (encerra ao domingo)
      Preço médio: 25 euros


      Tasca do Vasco

          No Porto a grande novidade é a Tasca do Vasco. A nova Casa do Vasco. Abriu recentemente na Baixa, replicando o espaço que já existia na Foz e com a missão de “trazer para a baixa da cidade o mesmo ambiente intimista e alguns dos pratos mais procurados pelos portuenses, numa atmosfera acolhedora e genuína”, explica Vasco Mourão. Aqueles que são do Porto não precisam desta explicação, mas para quem chega de visita à invicta deixem-nos dizer que os restaurantes de Vasco Mourão, como o Cafeína e a Casa do Vasco, são referências gastronómicas na cidade. O grupo foi, entretanto, adquirido pelo de José Avillez, mas Vasco Mourão mantém-se como diretor geral. Uma das primeiras decisões foi precisamente esta expansão para a Baixa, onde se encontram os mesmos pratos de sonho, como Bife de Espadarte à Algarvia, Escabeche de Perdiz, Meia Desfeita de Bacalhau com Grão, Tártaro de Novilho, ou Lulas com Gambas e Molho Tártaro. Todos para comer sem qualquer ordem aparente.  

          Tasca do Vasco
          R. de Sá de Noronha 61, Porto. Tel. 222 033 144
          Todos os dias das 12h00 à 01h00
          Preço médio: 23 euros


          Artesão Bistrô

              No Porto, ainda, não deixe de experimentar também o Artesão Bistrô, que abriu na mesma zona, a Baixa, chegando à Ribeira, que assim se afirma como um lugar de referência na gastronomia de qualidade a norte.

              Na carta do Artesão brilham vitelas, polvos, bacalhaus, feijoada de gambas, codorniz, salmonetes, alheiras ou cabritos. João Lima, o chef, queria mesmo fazer algo dedicado à cozinha tradicional portuguesa, mas em versão de autor, trabalhada pelas suas sábias mãos – que já passaram pela Fortaleza do Guincho e Pedro Lemos, dois restaurantes com estrela Michelin. Na decoração sobressaem as madeiras e o ferro, tudo muito rústico, em sintonia com a oferta gastronómica e com a alma da zona, tradicionalmente das classes mais baixas.

              Artesão Bistrô
              Rua Mouzinho da Silveira, 218, Porto. Tel. 913 753 002
              Todos os dias das 12h00 às 15h00 e das 19h00 às 23h00
              Preço médio: 23 euros


              Sr. Lisboa

                  Em Lisboa, o senhor que se segue chama-se mesmo assim, Sr. Lisboa. E podíamos dizer que o Sr. Lisboa é Francisco Breyner, que aos 24 anos se assume como a verdadeira alma da casa, sita no lugar da antiga tasca Solar de São José, junto à Avenida da Liberdade. Mas também poderia ser Pedro de Sousa, o chef, um ano mais novo ainda, mas que já gere a cozinha com a mestria de outras idades. São ambos jovens e irreverentes, como é próprio, mas particularmente exigentes, críticos e atentos aos detalhes.

                  Na carta, duas dezenas de pratos chegam e sobram para agradar a todos os paladares, e não deixe de provar o Polvo Chimichurri, os Ovos Revoltados, os Pés à Cinderela (pezinhos de porco, batata doce, gel de coentros e cuscuz), a Feijoada de Cogumelos ou a Vaca à Colher (bochechas de vitela estufadas, caril verde e pickle de chalotas roxas).

                  Sr. Lisboa
                  Rua de São José, 134/136, Avenida da Liberdade, Lisboa. Tel. 213 423 512
                  Todos os dias das 12h00 às 24h00
                  Preço médio: 15 euros


                  O Frade

                      Frades, monges e abades tratavam-se muito bem à mesa, como se sabe, mas este nome não tem qualquer conotação “gastrónomoreligiosa”. Vem de família, dos mesmos Frades que já tiveram um conhecido restaurante em Beja e que os netos recriaram agora em Lisboa. Sendo que aqui não há lugar a discriminações: as especialidades vêm de tudo o que é tradicional português, de Minho e Trás-os-Montes ao Algarve.

                      Aqui come-se ao balcão e come-se muito bem pratos como Coentrada de Coelho, Xerém de Berbigão, Estupeta de Atum, Ovos Mexidos com Túbaras, Rojões, Grão com Rabo de Boi ou Cenoura à Algarvia. Tudo vai depender um pouco do que estiver mais fresco e disponível, porque a ementa varia muito ao sabor do clima.

                      O Frade
                      Calçada da Ajuda, 14, Belém, Lisboa. Tel. 939 482 939
                      Todos os dias das 12h00 às 22h00
                      Preço médio 8 euros.


                      Cantinho do Avillez, Cascais

                          Não é fácil acompanhar os novos restaurantes de José Avillez. Se calhar nem para o próprio. Dizem que no total são já mais de 40, mas este é especial, porque representa uma espécie de regresso às origens. Foi em Cascais que nasceu, cresceu, e abriu o primeiro restaurante, o 100 Maneiras – que há muitos anos passou para as mãos de Ljubomir Stanisic.

                          Como tem vindo a ser habitual, neste novo cantinho a decoração esteve a cargo Joana Astolfi, que “abusou” do azul, remetendo-nos para o mar. Destaque ainda para o enorme macramé de Vasco Águas, que ocupa a totalidade de uma das paredes. Mas vamos ao que interessa, porque será impossível resistir aos Peixinhos da Horta, às Lascas de Bacalhau, às Migas Soltas, ao Ovo BT e Azeitonas Explosivas, à Vitela de Comer à Colher ou às Vieiras Salteadas com Batata Doce de Aljezur, e aos Carabineiros do Algarve. Garanta apenas que ainda sobra espaço para provar a tarte de laranja que Avilez fazia em criança, para vender à família e amigos, e que recriou propositadamente para este Cantinho.

                          Cantinho do Avillez Cascais
                          Rua da Palmeira, 6 A, Cascais. Tel. 211 389 666
                          Todos os dias das 12h30 às 15h00 e 19h00 às 23h00. Sextas e sábados até às 24h00.
                          Preço médio 40 euros