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SÁBADO por C-Studio

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Stellina, o telescópio smart

Stellina, o telescópio smart

Chegou a era dos smart telescopes para quem adora observar o céu, mas não distingue uma galáxia de outra.

O Stellina promete revolucionar a era dos telescópios. É muito diferente daquele objecto a que estamos habituados – a começar pelo facto de não ter sequer uma lente por onde olhar o espaço.

A marca por trás do Stellina, a Vaonis, fala em ter “o universo na ponta dos dedos”. Este smartscope, chamemos-lhe assim, está desenhado para trabalhar apenas com um telemóvel ou tablet, através da aplicação. Elegemos na base de dados da app qual a zona do espaço estelar em que o Stellina se deve focar, depois o telescópio posiciona-se nesse sentido, recorrendo ao sinal de GPS e utilizando o motor interno, sem qualquer outra intervenção da nossa parte. Não se trata apenas de um “telescópio para totós”. É um instrumento poderoso, com uma ampliação de 50x e 100x, que facilita a identificação de objectos no céu e permite, por exemplo, tirar fotografias de elevada resolução, incluindo mesmo um filtro que apaga o “ruído das luzes” terrestres, para conseguir imagens nítidas. Para quem não tem por hábito visitar a Estação Espacial Internacional, esta é a melhor forma de retratar o espaço cósmico.

Para os mais puristas, a falta de um ponto de observação óptico será provavelmente um problema, mas lá está, o Stellina é um produto da era dos smart objects, e só funciona em conjugação com o smartphone ou o tablet. Mede 49 x 39 x 13 cm e pesa 11 quilos, não sendo por isso totalmente portátil. Pode ser facilmente transportável e tem 10 horas de autonomia, antes de o ligar outra vez à tomada.

Visualmente é bem mais elegante do que a maioria, é moderno, dando quase a ideia de ter saído da Odisseia no Espaço, de Kubrick. Tal como nos filmes de ficção científica, o Stellina está recheado de ciência, mas ao contrário destes, já não tem nada de ficção, é bem real e pode ser encontrado numa loja perto de si…

      Preço e concorrência

      O aparelho tem estado à venda exclusivamente na loja do MoMA, o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, mas a partir de agora já pode ser encomendado no site, com entregas previstas para Setembro. O preço de 2.200 euros será, naturalmente, um forte dissuasor, mas é o que sempre acontece com as novidades tecnológicas. Está definitivamente a abrir um caminho, para que surjam outras peças como as já anunciadas Hiuni  ou eVscope, da Unistellar . Ainda não serão estas duas novidades que farão baixar o preço, mas a seu tempo lá chegaremos. Aliás, pode até optar pela série ETX Observer,  da Meade, que, tratando-se de telescópios mais tradicionais, permitem também apontar a uma localização via base de dados. O preço já será mais em conta, começando nos 400 euros, embora não inclua uma série de opções como o kit que vai permitir tirar fotografias ao espaço, por exemplo.