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SÁBADO por C-Studio

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Taylor’s: edição limitada, garrafa histórica

Taylor’s: edição limitada, garrafa histórica

A casa de vinho do Porto lançou este mês uma edição muito especial, inspirada numa garrafa do século XVIII. Para colecionadores, mas a um preço acessível

A Taylor’s, “est. 1692” tal como pode ser lido em todos os rótulos, é uma das mais antigas e prestigiadas marcas de vinho do Porto. Foi responsável pela “invenção” do LBV (Late Bottled Vintage) e os seus elegantes e duradouros Vintage, produzidos em Vargellas, Quinta da Terra Feita ou do Junco, são todavia mais famosos. Aqui, a tradição ainda é o que era e a casa continua a dedicar-se exclusivamente à produção de Porto, recusando-se a aderir à moda mais recente dos Douro DOC.

Recuando no tempo, aos primórdios do século XVIII, descobrimos que as garrafas tinham uma forma arredondada, de pouca altura e com uma base larga para aumentar a estabilidade. Não serviam para guardar o vinho, mas para o transportar, do casco à mesa, fosse de uma estalagem, taberna ou nas casas das classes mais ricas e abastadas.

Por serem caras, eram reutilizadas, e apresentavam não poucas vezes o brasão ou as iniciais do seu proprietário. É uma dessas históricas garrafas que é recriada nesta edição limitada. Um modelo muito utilizado no século XVIII, entre os anos de 1710 e 1750, que pela forma ovalada e achatada lhe valeu a alcunha de “castanha”.

Segundo Adrian Bridge, diretor-geral da Taylor’s,  “com este lançamento pretendemos prestar tributo à longa e riquíssima história do vinho do Porto e, em simultâneo, introduzir inovação, como fizemos muitas vezes ao longo da nossa história. Para esse efeito, decidimos criar um vinho único e lançar uma embalagem personalizada, colecionável e em quantidades limitadas, que fosse apelativa para atuais e novos consumidores de vinho do Porto.”

Como a Taylor’s detém também uma das mais fantásticas reservas em casco de Tawnies velhos, a escolha do néctar resulta de uma cuidadosa seleção entre vinhos de diferentes idades que David Guimaraens, diretor de Enologia, escolheu para apresentar “o carácter único e a riqueza característica da Taylor’s, culminando num final de incrível e distintiva persistência.”

Trata-se de um vinho maduro, complexo e harmonioso. De longo final, como refere o enólogo, e que está prontíssimo a ser consumido desde já e a partir desta garrafa, claro, não necessitando de ser decantado. Para servir fresco, idealmente entre os 12 °C e os 16 °C.

Esta edição histórica vem emoldurada numa caixa de madeira, para destacar melhor as linhas da garrafa, que possuía ainda outra característica que a Taylor’s manteve inalterada: a capacidade de um litro, em vez dos habituais 0,75.

À venda por cerca de 50 euros.