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SÁBADO por C-Studio

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Sabe escolher os melhores serviços e plataformas para realizar os seus investimentos? Um bom broker pode fazer toda a diferença, mas não é fácil de encontrar.

Nunca foi tão fácil gerir os seus investimentos como agora. Existem múltiplas plataformas que permitem apostar nos mais diferentes mercados, em qualquer zona do globo, praticamente em tempo real. Com a vantagem de que hoje qualquer um o pode fazer, por mais pequeno que seja o pé de meia, pois estes serviços já não estão apenas ao alcance de um número exclusivo de investidores. Mas, ao mesmo tempo que se tornou muito mais fácil investir, também se complicou bastante a escolha da corretora adequada. Com tanta diversidade, como é que alguém que se está a iniciar nesta matéria consegue navegar entre a variedade de brokers e dos serviços que estes oferecem?

Para começar, convém perceber qual o perfil de investidor. De facto, esta deverá ser a pergunta essencial, pois a escolha vai em primeiro lugar depender dessa resposta.

Podemos precisamente começar por distinguir o mercado entre as sociedades que funcionam apenas como intermediários e as que gerem carteiras de investimentos. Por exemplo, um banco – não necessita de ser um banco, mas é geralmente um tipo de oferta associado aos bancos – fica guardião do dinheiro e vai decidir onde e quando vai investir (dentro de parâmetros previamente definidos, como é normal). Esta solução adequa-se melhor a quem não tem conhecimento ou tempo para acompanhar o mercado de forma a gerir os investimentos regularmente, mas não é a ideal, porque os custos associados são obviamente mais elevados e quem o faz abdica, ainda que parcialmente, da gestão do seu dinheiro.

Mas mesmo para quem quer ser  o investidor das suas poupanças, os custos de transação não são um elemento menor em todo este processo. Pelo contrário, serão uma fatia determinante na hora de fazer as contas e somar os lucros. Ora, encontrar o melhor broker pode facilmente significar uma poupança de centenas ou até milhares de euros. Ou seja, leia e analise muito bem as letras pequenas e descubra quanto cobram por cada tipo de transação, que diferenças existem entre investir na Europa ou numa praça financeira asiática, ou ainda se existem comissões de abertura, comissões anuais, se obriga à existência de montantes mínimos, se cobra taxas por períodos de inatividade, por levantamento…  O portal da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) oferece um preçário dos vários intermediários financeiros que, não estando completo (porque nem todos disponibilizaram os preços), é um excelente sítio por onde começar – além de que fica com uma lista dos principais operadores inscritos na CMVM.

Mas os custos não são obviamente o único fator a ter em conta. A segurança será tão ou mais importante – mais na realidade – pelo que convém fazer uma pesquisa sobre a entidade em questão, saber se tem ou já teve problemas reportados, se houve intervenção do supervisor, o que dizem os outros utilizadores… Os riscos inerentes aos investimentos já são demasiado elevados para ainda se preocupar com uma sociedade que corra demasiados riscos ou não ofereça toda a segurança na forma como lida com o seu dinheiro.

Convém ter também especial cuidado com produtos de alavancagem financeira, como os CFD, muito disseminados porque são relativamente simples de utilizar e permitem investimentos muito superiores ao dinheiro aplicado. Mas tal como os lucros serão multiplicados, também as perdas o serão, pelo que pode acabar por perder um valor superior ao dinheiro investido.

Exemplo: ao aplicar 500 euros, com uma margem de 5%, vai investir 10 000 euros – e os ganhos serão sobre esse valor. Assim, se a aplicação valorizar 5%, o investidor ganha 500 euros (5% dos 10 mil euros) e duplica o capital, mas se pelo contrário desvalorizar 5% perde todo o dinheiro aplicado. E se for maior ainda fica a dever dinheiro à corretora, na prática, quem “emprestou” o dinheiro.

A plataforma onde vai trabalhar será também outro elemento fundamental para levar em conta. Afinal, na esmagadora maioria dos casos, mesmo com a banca tradicional e seguramente com os e-brokers, a sua interação será maioritariamente online. No caso dos bancos tem ainda a vantagem de saber que existe um espaço físico do outro lado, mas há cada vez mais corretoras que são exclusivamente webtraders. Assim, convém estar muito confortável com o portal onde vai colocar as suas ordens e gerir os investimentos, em lugar de perder tempo precioso (e tempo é dinheiro) à procura da função que pretende . Felizmente que na maioria dos casos pode criar contas gratuitas, à experiência, e convém fazer isso mesmo: experimentar tudo muito bem antes de tomar qualquer decisão.

Posto isto, só nos resta recordar dois princípios muito válidos: “nunca colocar os ovos todos no mesmo cesto”, porque se cair fica sem ovos, e a famosa lei de Murphy, “se algo pode correr mal, vai seguramente correr”. Ou seja, invista apenas aquele dinheiro que não necessita para pagar contas, diversifique a carteira e, pelo menos numa primeira fase, não fique dependente dos potenciais rendimentos que daqui consiga retirar.  Até porque, como se sabe, Murphy era um otimista.