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Trilhos na natureza em Portugal que não pode perder Trilhos na natureza em Portugal que não pode perder

Trilhos na natureza em Portugal que não pode perder

Trilhos na natureza em Portugal que não pode perder

Conhecer o país a pé é uma experiência única. Venha daí palmilhar o nosso território; nós dizemos-lhe onde ir.


Publicado em 18-Out-2019

Cada vez há mais portugueses a fazerem caminhadas, atividade benéfica que fortalece físico e mente. Felizmente, Portugal é um país lindo e uma boa forma de o conhecer, de norte a sul e ilhas, é precisamente através de trilhos e levadas, que há para todos os gostos e feitios, até porque os graus de dificuldade são distintos. Melhor: os passeios pedestres que existem dentro das nossas fronteiras, sejam em rotas pequenas ou grandes, podem ser feitos durante todo o ano, atendendo ao clima ameno que caracteriza o território nacional.

Vamos conhecer alguns dos mais belos trilhos de Portugal e comece-se pelo Norte, mais concretamente pelo Douro, onde se pode fazer um passeio pedestre inesquecível. É no Trilho de S. Cristóvão do Douro, onde há vinhas, oliveiras e diversas aves para observar. Há também quintas vinícolas características da região, o rio Douro, a aldeia de Provesende e Pinhão. Muita beleza natural para ficar boquiaberto e as localidades têm grande encanto. Este trilho tem apenas cinco quilómetros e pode ser feito em família. Não é preciso ter grandes cuidados no que diz respeito à roupa a usar, basta que a mesma seja adequada à época do ano em que o vai fazer e que o calçado confortável. Sugere-se também que se leve uns binóculos para observar a avifauna.

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Passadiços do Paiva, Arouca

É um daqueles passeios pedestres que dispensa apresentações. Mesmo quem nunca esteve neste percurso, em Arouca, já ouviu falar dos Passadiços do Paiva, pois a sua fama é tão grande que já transpôs as fronteiras nacionais e têm inclusive sido distinguidos consecutivamente desde 2016 como o “Melhor Projeto de Desenvolvimento Turístico da Europa” pelos World Travel Awards. No percurso feito em madeira entre as praias fluviais do Areinho e de Espiunca, com pouco mais de oito quilómetros, existe uma paisagem de beleza ímpar que é um santuário natural, águas bravas e cristais de quartzo. É um dos mais magníficos trilhos em Portugal e que pode fazer com os filhos, os quais devem ir equipados e calçados a rigor e sempre acompanhados.

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Berlengas, Peniche

Descendo um pouco mais na geografia nacional, ao largo de Peniche, encontra as Berlengas. Aqui pode optar por dois percursos. No Percurso da Berlenga, vê-se o planalto do Farol, o Forte de São João Baptista, a Cova do Som, a fauna e a flora locais. A volta demora uma hora e tem sensivelmente um quilómetro de extensão. Não é um percurso difícil, mas o acesso ao planalto possui um declive muito elevado. Já o Percurso da Ilha Velha demora uma hora, tem um quilómetro e os locais de interesse são Milréu, Buzinas, Pedra Negra e Carreiro dos Cações. Neste percurso circular pode observar-se as plantas e os animais que habitam a ilha, sobretudo as aves. Atendendo às características do solo, ter calçado apropriado é indispensável.

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      Pequena Rota 2 SNT Pena, Sintra

      Sintra tem uma beleza incomparável! Apetece sempre andar por ali à descoberta. E existem vários caminhos para conhecer a serra, a vegetação, a fauna ou os seus monumentos. Além da beleza, Sintra também é conhecida pelo seu microclima, o qual, todavia, não deve ser impeditivo de fazer uma rota. Basta ter equipamento adequado para chuva e partir à aventura. E para tal sugere-se a rota PR2 SNT Pena, que sai do Palácio Nacional da Vila e parte rumo ao Palácio da Pena ou ao Castelo dos Mouros. Pelo meio, passa-se por um miradouro onde se pode ver a vila e o palácio nacional, Fonte da Sabuga, a igreja de Santa Maria – século XII –, a Casa do Adro ou São Pedro de Penaferrim.  Quando se chega à entrada principal da Pena, pode visitar o parque ou seguir pela calçada em direção ao Castelo dos Mouros, onde se inicia o troço descendente no sentido de Sintra.

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      Costa Vicentina, Alentejo e Algarve

      Continuando para sul, o Trilho dos Pescadores, na Rota Vicentina, tem 13 etapas, sempre junto ao mar. Ao todo são 226,5 quilómetros a andar ao longo das falésias, areia, com vento e vistas espetaculares sobre o mar. Todos os troços têm o seu encanto. Seja como for, sugere-se o que liga a Zambujeira do Mar a Odeceixe. São 18,5 quilómetros. É uma caminhada um pouco dura, com sensivelmente sete horas de duração, que obriga e ajuda ter equipamento condizente. Mas compensa. Conheça aqui a rede de percursos pedestres da Rota Vicentina.

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      Percurso dos Sete Vales Suspensos, Lagoa

      Ao longo de 5,5 quilómetros, o Percurso dos Sete Vales Suspensos permite apreciar arribas, formações rochosas, cavernas, fendas e cavidades de todas as formas, onde se abriga uma grande diversidade de seres vivos, os quais constituem um património precioso para a biodiversidade da região da Lagoa. Este percurso, entre a praia da Marinha e a praia de Vale Centeanes, é perfeito para fazer no outono, pois tem a temperatura adequada e não é necessário ter uma condição física muito alta. Não obstante não se esqueça de alguns itens obrigatórios como cantis de água, óculos de sol ou mochilas. Registe-se que Os Sete Vales Suspensos de Lagoa foram eleitos “O Melhor Destino para Caminhadas da Europa”, num ranking promovido pela European Best Destinations. Conheça os vales suspensos, um dos troços mais belos da costa do Algarve. Não se vai arrepender.

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      Trilho da Vista do Rei – Sete Cidades, São Miguel

      Com início no Miradouro da Vista do Rei – tem este nome porque ali estiveram em 1901 o Rei D. Carlos e a Rainha D. Amélia – e fim na zona urbana da freguesia das Sete Cidades, o Trilho da Vista do Rei – Sete Cidades tem pouco mais de sete quilómetros, demora sensivelmente duas horas a percorrer e não acarreta grande dificuldade. Neste passeio tem vistas magníficas para as Lagoas Verde e Azul, a freguesia das Sete Cidades, a Caldeira Seca ou a Caldeira do Alferes. Leve bastante água potável, uma vez que a água das ribeiras e das lagoas é imprópria para beber. E vista várias camadas de roupas confortáveis ​ e calce bons sapatos ou botas de caminhada para tornar o passeio mais fácil e seguro. Recorde-se que há dezenas de trilhos magníficos nos Açores e mais concretamente em São Miguel, ilha com uma beleza singular. Para saber mais aceda aqui.

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      Vinhas da Criação Velha, Pico

      Distinguido em 2011 pela BootsnAll, este percurso prima pela diversidade paisagística e cultural. A caminhada, para a qual é sempre boa ideia levar um bastão atendendo às características da mesma, faz-se quase sempre na área de Paisagem Protegida da Cultura da Vinha e por isso é rica em elementos associados a esta cultura, passando pelas rola-pipas, casas de abrigo, adegas, poços de maré e não só. O Trilho Vinhas da Criação Velha, além de passar por zonas elevadas, também desce para zonas balneares, aumentando o seu interesse. Registe-se que esta área foi classificada como Património Mundial pela UNESCO, em 2004.

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          Vereda do Pico Ruivo, Madeira

          Este trilho sobe até ao ponto mais alto da ilha da Madeira, o Pico Ruivo, que tem 1.861 metros. O percurso tem 5,6 quilómetros, ida e volta, e ao longo do mesmo existem abrigos, pois a variação climática na área é brusca – atenção por isso ao vestuário que se leva -, sendo normal ficar envolto em nuvens. O trilho sobe ao longo do “lombo”, que separa as encostas do Faial das de Santana, e as vistas são deslumbrantes, podendo ver-se o vale da Ribeira Seca, o Pico das Torres, o Pico do Areeiro, o Parque Florestal das Queimadas e muito mais.

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              Levada do Caldeirão Verde, Madeira

              Com início e fim no Parque Florestal das Queimadas, na Levada do Caldeirão Verde pode apreciar a esplanada – importante obra de arte construída no século XVIII que transporta água para o regadio de terrenos agrícolas –, uma flora rica e diversa e fauna local, como o tentilhão ou o pombo-trocaz. Neste percurso também se passa pela Achada do Marques, povoado contemplado com o estatuto de Paisagem Protegida, por quatro túneis existentes, pelo Caldeirão Verde e por uma cascata. Ida e volta são 13 quilómetros de sonho! Não se esqueça de levar a sua mochila de caminhada para levar o farnel, a água e outros acessórios.

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                  Fazer caminhadas requer equipamento apropriado. Encontra roupa, calçado, material e acessórios de diversas marcas para esta atividade em lojas como a Decathlon, a Sport Zone, entre outras lojas físicas e online.
                  Mais: há cuidados obrigatórios a ter antes de iniciar esta atividade física. Assim, deixam-se alguns conselhos úteis para que desfrute na plenitude dos seus passeios.
                  · Se não está habituado a fazer caminhadas, comece por rotas simples, não mais de duas horas e menos de 300 metros de desnível;
                  · É preciso ter sempre atenção à previsão meteorológica. Cuidado com as rotas em altura, pois o tempo muda rapidamente;
                  · Deve levar comida e bebida. No caso da água, deve levar-se pelo menos litro e meio por pessoa para um dia;
                  · É imprescindível ter calçado, roupa e uma mochila apropriados. Leve roupa para trocar;
                  · Se não for com companhia, informe sempre familiares ou amigos da rota que vai fazer;
                  · Evite sair da rota e se houver animais na área não se aproxime muito dos mesmos para segurança de ambos;
                  · Telemóvel, lanterna, navalha, estojo de primeiros socorros, são alguns do utensílios que é sempre bom levar.