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SÁBADO por C-Studio

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Uma verdadeira “tasca” japonesa

Uma verdadeira “tasca” japonesa

Numa das travessas estreitas do Bairro Alto, em Lisboa, o Izakaya Tokkuri recria o ambiente genuíno das tradicionais tabernas japonesas, com uma extensa lista de sakés e uma ementa rica em petiscos e especialidades que vão muito além do sushi e do sashimi

No Japão, os izakaya são as tascas tradicionais, locais que antigamente apenas eram frequentados por homens, que aqui vinham para beber saké, e comer petiscos. Reconhecidos pela lanterna vermelha (akachochin) que habitualmente é pendurada à porta, estes estabelecimentos voltaram a estar na moda, mas agora atraindo clientes de ambos os sexos, e de todas as gerações e classes sociais.

É precisamente a lanterna vermelha que chama a atenção de quem passa pela pequena Travessa dos Fiéis de Deus, no Bairro Alto. Numa altura em que os restaurantes japoneses se banalizaram, não espere encontrar aqui uma ementa de sushi e sashimi ou uma decoração moderna. A ideia é trazer até Lisboa um bocadinho do Japão real e, por isso, recriar o ambiente descontraído e genuíno dos izakaya, neste que também é apertado e barulhento, como são todas as tabernas, com um balcão corrido no qual desfilam os pratos e três salas privadas com almofadas e mesas baixas para se sentar como manda a tradição. E nem falta uma televisão sempre ligada num canal de notícias japonês…

      A ementa está afixada na parede, escrita num quadro de ardósia, e vai mudando ao sabor da criatividade do chef Eder Haruno Santos, um brasileiro natural de São Paulo que aos 20 anos decidiu partir à descoberta do Japão, onde aprendeu todos os segredos da cozinha nipónica. Ao fim de 15 anos, já chef de cozinha, casado com uma japonesa e com filhos nascidos na Terra do Sol Nascente, decidiu regressar ao Brasil. E agora, atravessou novamente o Atlântico, seduzido pelo convite do empresário português Vítor Hipólito para chefiar a cozinha do Izakaya Tokkuri.

      “Gosto de criar novos pratos com os produtos do dia”, diz. Desde yakitori  (espetadas), gyosas (ravioli de porco ou camarão), dashi soup (caldo de peixe), tako dashi tamago (omelete com polvo), sunomono (salada fresca de pepino), kimpira (legumes salteados), yakiniky (carne de vaca fatiada), nama harumaki (rolo de folha de arroz com salmão e legumes), kara age (frango frito), ou ramen (sopa com noodles, vegetais, ovo, barriga de porco), há muito por onde escolher e maravilhar-se. Petiscos quase sempre desconhecidos dos portugueses, mas que são tradicionais nestas tascas japonesas. Porque “o que verdadeiramente distingue os izakayas são os molhos, que aqui são todos confecionados na casa”, explica o chef Eder Haruno Santos.

          Também tradicional é acompanhar a refeição com saké, a melhor combinação com os sabores apimentados e salgados que caracterizam estes petiscos. A carta é extensa, há uns mais secos, frutados, leves ou encorpados, daí se explica que poucos consigam resistir à proposta de um tasting (três variedades), até porque na verdade só custa 15 euros! Aberto a partir das 17 horas, o horário do Izakaya prolonga-se até às duas da manhã, para que possa vir aqui só para petiscar após o trabalho ou jantar fora de horas…

           

          Izakaya Tokkuri – Japanese Bar & Grill
          Travessa dos Fiéis de Deus, 28, Bairro Alto, Lisboa – Tel. 213 461 500
          Está aberto de terça a domingo, das 17h às 02h00
          O preço médio da refeição é 20€ (sem bebidas)