Este website utiliza cookies para melhorar a navegação. Ao navegar no website estará a consentir a sua utilização. Para saber mais clique aqui.

SÁBADO por C-Studio

Partilhe nas Redes Sociais

Powered by

Unibanco

Xadrez, o uniforme da estação

Xadrez, o uniforme da estação

O estampado de leopardo, a pele, as franjas, as flores, os brilhos, os lenços, o folk, ou o regresso dos eighties são algumas das tendências para este outono/inverno, mas nenhuma é tão marcante como o tartan, o famoso padrão escocês que parece ter o dom da eternidade.

Clássico, sofisticado, rebelde e com muita história para contar, o xadrez parece nunca sair de moda, e faz o seu regresso bombástico com regularidade. Este ano, nos desfiles de marcas como Prada, Dior e Balenciaga, surgiu com mais força que nunca. Na Burberry, o fiel padrão da casa britânica fez furor em capas e nos recuperados blusões de penas, e todos arregalaram os olhos quando Beyoncé vestiu em palco as primeiras peças assinadas por Riccardo Tisci. Mas quem poderia imaginar que Donatella Versace iria buscar inspiração para uma coleção inteira a Londres, reinventando o tartan escocês em casacos, calças e saias de cores fortes, franjas e meias argyle? Uma febre que se estende às montras dos gigantes da fast fashion, como a Zara e a Mango, aos looks de street style das semanas da moda, e contas de Instagram de bloggers e celebridades.

 

Símbolo de rebelião e inconformismo, este tecido é a imagem da herança escocesa – as suas origens remontam ao século XVIII, quando cada clã das Terras Altas criou o seu próprio tartan para diferentes ocasiões: celebrações, caça ou trabalho. Nos anos 1950, Coco Chanel foi uma das grandes responsáveis por trazer este padrão para o guarda-roupa feminino, sendo o icónico tweed da Chanel o resultado da sua relação com o duque de Westminster e as suas viagens à Escócia. Seguiu-se a sua adoção pelo movimento punk, como um grito de revolta e de não conformidade com o socialmente estabelecido, e pelo espírito grunge da década de 1990, quando o padrão tomou definitivamente de assalto o mundo da moda.

 

A culpa terá sido de Vivienne Westwood, quando em 1993, apresentou a sua coleção Anglomania. Ou do sucesso de As Meninas de Beverly Hills, filme de Amy Heckerling, que mostrava Cher Horowitz, personagem de Alicia Silverstone, vestida com um conjunto tartan amarelo que ficou para a história. Ainda assim, ninguém marcou tanto o tema do xadrez escocês como o enfant terrible da moda, Alexander McQueen, no desfile Highland Rape. Estávamos em 1995 e, desde então, nunca mais passou de moda.

 

Em casacos, blazers, trench coats, minissaias, vestidos maxi, calças, sapatos e lenços, o xadrez tartan, vichy e com novas variantes pop tomou conta das tendências deste inverno. Pode ser usado em look total, escolhendo uma única peça marcante – umas calças com T-shirt branca, por exemplo – ou em pequenos apontamentos, funcionando na perfeição em acessórios: carteiras, pumps, bandoletes, brincos ou pulseiras. Em looks de várias camadas, o xadrez surge com peças neutras, mas os mais temerários podem apostar em misturar padrões, e entre as combinações possíveis poderá estar o leopardo. Xeque-mate!

 

View this post on Instagram

🎬 No rules AW18.

A post shared by Bershka (@bershkacollection) on