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Casamentos no novo normal Casamentos no novo normal

Casamentos no novo normal

Casamentos no novo normal

Será possível celebrar o seu casamento em tempos de covid-19? E se sim, como?


Publicado em 09-Jun-2020

“Quem casa quer casa”, já diz o ditado, mas antes disso quer festa. Uma grande festa para celebrar junto de família e amigos esse momento tão marcante.

Infelizmente, este ano os casamentos foram invadidos por um convidado indesejado, o tal que estragou milhões de planos e vidas por esse mundo fora… Em vez de estarmos em plena época casamenteira, assistimos a um intrincado conjunto de manobras e de recuos estratégicos, com uma dimensão nunca mais vista desde a invasão da Normandia na Segunda Guerra Mundial. E logo em 2020, um número redondo que prometia ser um ano tão bom para assinar um contrato para a vida.

Esse é, também, o conselho número um da wedding planner Rita Soares Alves, responsável pela empresa Wedwings:

“O casamento é uma festa de emoções, de proximidade, e isso é tudo o que hoje em dia não pode existir. É por isso que aconselho, se possível, a adiar o casamento.” Pode ser uns meses, idealmente agendar para o ano, por segurança acrescida. Mas e para quem está mesmo decidido em ir para a frente?

É possível casar entre máscaras e gel desinfetante?

Casamentos no novo normal | Unibanco

“Para já não existem orientações muito específicas para os nossos casamentos, ao contrário do que acontece noutros países”, avisa Rita Soares Alves. Sabemos, porém, que “não pode haver eventos com mais de 20 pessoas”, e mesmo que o espaço possa acolher 100 ou mais convidados, segundo as normas da AHRESP, “as duas regras são incompatíveis”. Reconhece no entanto que “nesta altura uma semana é muito tempo e tudo pode mudar de um dia para o outro. É um desafio tentar perceber o que vai acontecer daqui por dois meses. É perfeitamente possível que em setembro exista muito mais flexibilidade.”

Assim, e para já, a solução para quem não quer – ou não pode – adiar o casamento, será realizar a cerimónia legal num registo civil e deixar a festa para depois, ou realizar uma comemoração mais pequena, adaptada a estas novas circunstâncias.

De qualquer modo, além da redução do número de convidados, aqui ficam algumas sugestões da Wedwings:

1 Escolher preferencialmente locais ao ar livre. Até a missa, nos casamentos religiosos, deverá ser campal. Isso evita andar a contar quantos convidados cabem agora na igreja.

2 Jogar com a decoração para criar barreiras. O distanciamento de dois metros entre mesas cria um ambiente demasiado impessoal, tal como separadores em acrílico, e ninguém quer isso para o seu casamento. A alternativa será usar elementos decorativos como flores para criar essa separação.

3 Inventar brincadeiras para entreter os mais novos que incluam medidas de higiene. Não devemos impor a desinfeção de mãos aos mais novos ou corremos o risco desta não ser cumprida de todo. O ideal será criar jogos e desafios que incluam essas medidas.

4 Criar vários ambientes distintos. Os convidados vão dividir-se e evitam-se aglomerados.

5 Abraçar as obrigações legais. Existem preceitos aos quais não podemos fugir, como os postos de desinfeção de mãos e as máscaras para os convidados – e serão necessárias várias máscaras por convidado ao longo da cerimónia, que pode durar 12 ou 14 horas. As máscaras dever ter alguma ligação ao tema do casamento e os postos de desinfeção devem ser decorados,  evitando um ambiente

6 Uma semana tem sete dias, não apenas dois.  Considere marcar o casamento para um dia de semana, por forma a conseguir espaço pretendido e com as condições ideais. Daqui por dez anos ninguém se vai lembrar em que dia da semana foi.

7 Criatividade fotográfica. Discuta previamente com o fotógrafo formas de enquadrar as fotografias para que as máscaras não sejam omnipresentes. Considere abdicar da tradicional foto de grupo, afinal quem vai querer uma recordação com todos de máscara?

Elopement wedding

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Rita Soares Alves tem mais uma solução para contornar o problema – e conseguir um casamento de sonho: fazer um Elopement Wedding. A palavra “elop” significa fuga em inglês, e é mesmo disso que falamos: os noivos “fogem” para algum lugar onde celebram a cerimónia sozinhos, sem convidados. Trata-se de uma tendência crescente no ramo, e existem cada vez mais empresas preparadas para o ajudar. Rita Alves já realizou alguns casamentos assim, a maioria estrangeiros em Portugal – e num deles a cerimónia foi mesmo organizada em total segredo para a noiva, que foi surpreendida no dia do seu casamento.

Trata-se de uma boa forma de escapar às pressões habituais do casamento, sobretudo nesta altura, escolhendo um lugar mágico, romântico. A cerimónia pode ser realizada por um celebrante, ser meramente simbólica ou perfeitamente legítima. No imaginário associamos estes casamentos a lugares como Las Vegas, mas a verdade é que a Europa está em alta, com a romântica cidade das luzes à cabeça dos destinos mais desejados. Todo o sul da Europa, em geral, tem bastante procura e isso inclui a costa portuguesa. Afinal quem pensa que o nosso país não é um destino romântico está muito enganado…