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Chegou o Samsung Galaxy Fold, o primeiro telemóvel dobrável Chegou o Samsung Galaxy Fold, o primeiro telemóvel dobrável

Chegou o Samsung Galaxy Fold, o primeiro telemóvel dobrável

Chegou o Samsung Galaxy Fold, o primeiro telemóvel dobrável

Tem seis câmaras, dois ecrãs, abre-se como um livro e é mais caro do que qualquer outro telemóvel no mercado… mas será que vale a pena?


Publicado em 07-Jan-2020

Dobrável, ou desdobrável, o Galaxy Fold é radicalmente diferente de qualquer outro smartphone à venda, e tudo graças a um enorme ecrã interno, com 7,3 polegadas —o tamanho de um pequeno tablet — mas um que cabe no bolso e se abre tal e qual como um livro. Alguém dado a teatralismos diria que se trata de um pequeno gesto para uma pessoa, mas um passo de gigante para o futuro dos telemóveis, mas esses não somos nós e o caminho a percorrer ainda é longo…

Chegou o Samsung Galaxy Fold, o primeiro telemóvel dobrável | Unibanco

Entre as (outras) características do Fold estão seis(!) câmaras fotográficas, e se ultimamente a moda parece ditar que qualquer novo modelo deve ter mais lentes do que o anterior, neste caso a adição faz mesmo o sentido, pois existe uma terceira frente onde colocar outra câmara — temos, assim, as três lentes “habituais” na parte traseira, a duas lentes junto do ecrã principal e, por fim, uma sexta, junto do ecrã frontal para utilizar quando o Fold está fechado. São basicamente o mesmo tipo de lentes que se conhecem dos S10 e Note 10, tal como o processador, embora este tenha tido um upgrade para os 12 GB de RAM, para uma melhor performance multitasking.  

Fechado, o Fold tem sensivelmente o dobro da espessura de um smartphone normal, mas estranhamente pode ser transportado no bolso, embora não numas calças slim fit, e não sem um alto revelador da sua presença. Mas como é mais estreito acaba por ser fácil de agarrar com segurança e conforto, mais até do que a maioria dos telemóveis recentes, demasiado largos e finos. O ecrã exterior não é grande, tem 4,6 polegadas, mas é mais do que suficiente, porque também não vamos exigir muito, para além de verificar e-mails ou fazer uma consulta rápida na Internet. Sempre que se justifique, vamos então abrir o Fold e passar para um ecrã maior e para uma experiência radicalmente diferente.

A Samsung empenhou-se em criar uma transição muito fluída entre estes dois ecrãs, e basta abrir o grande para que replique exatamente o que estava a dar no pequeno – só que em melhor. Seja para trabalhar ou jogar é fácil perceber as vantagens, e como podemos correr até três aplicações em simultâneo no ecrã, é possível estar a enviar um e-mail, por exemplo, e ao mesmo tempo consultar as informações necessárias para o enviar, cruzando referências na net. Para entretenimento, as colunas internas acompanham muito bem a experiência, outro ponto a seu favor.

Quer isto dizer que o Galaxy Fold é o melhor telemóvel que pode comprar? Ainda não… Primeiro porque o ecrã, apesar das melhorias realizadas nos últimos meses, continua a ser tecnologia de vanguarda e uma peça bem mais frágil do que os fixos. É certo que a Samsung criou um plano de troca de ecrã por apenas 149 euros, o que é um excelente valor para qualquer ecrã, como sabe quem já partiu um e levou o aparelho à marca para trocar. Mas ainda assim é um fraco consolo para quem pagou 2049 euros pelo último grito em tecnologia — E este preço é, obviamente, a segunda razão dissuasora.

PS: Apesar do preço proibitivo, todas as unidades destinadas ao mercado português esgotaram ao fim de um mês em pré-reserva, um bom indicador da quantidade de early adopters que ainda existem em Portugal. Mas para todos os restantes aconselhamos esperar pelas próximas versões, com preços mais competitivos e melhor fiabilidade. E estas não tardarão…