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O regresso das máquinas de escrever O regresso das máquinas de escrever

O regresso das máquinas de escrever

O regresso das máquinas de escrever

O retro está na moda e tecnologias “ultrapassadas” como as velhinhas máquinas de escrever são cada vez mais procuradas em leilões e lojas de antiguidades.


Publicado em 04-Abr-2019


A Bonhams realizou recentemente em Londres um mediático leilão dos objetos pessoais dos escritores Sylvia Plath e Ted Hughes, rendendo um total de 1,7 milhões de euros. Uma das peças em destaque foi a máquina de escrever que Plath usou para escrever A Campânula de Vidro, romance publicado em 1963, poucas semanas antes do suicídio da poetisa norte-americana. Foi uma Hermes 3000 verde-menta, arrematada por cerca de 37 mil euros, ultrapassando o valor recorde de 19 mil euros atingido anteriormente pela máquina de escrever do lendário Jack Kerouac, num leilão da Christie’s, em Nova Iorque.

Como no ressurgimento dos discos de vinil ou da fotografia analógica, são vários os objetos vintage a ser valorizados devido ao seu apelo retro – e as máquinas de escrever não são exceção. É claro que com as recentes fugas de informação com origem no digital, na política e no mundo empresarial há quem veja benefícios de segurança em regressar a tecnologias anacrónicas. No rescaldo do caso Snowden, o deputado do parlamento alemão Patrick Sensburg chegou mesmo a dizer que alguns serviços do governo da Alemanha poderiam começar a usar máquinas de escrever, uma tecnologia “inacessível”.

Mas regressemos ao mundo real. Existem dois mercados distintos para máquinas de escrever antigas – um é para peças que pertenceram a gigantes da literatura mundial, como os mencionados no início do texto, e que envolve grandes somas de dinheiro. Ou seja, não é um mercado para o colecionador casual. O outro, sim. É um mercado de máquinas que atraem exclusivamente pela beleza do seu design e mecânica original, como é o caso da icónica máquina de escrever Valentine da Olivetti, desenhada por Ettore Sottsass, no final dos anos 1960. Está em exposição em vários museus de design, inclusive no MOMA de Nova Iorque, mas saiba que é possível encontrar exemplares à venda por cerca de 200 euros.

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    Valentine da Olivetti, desenhada por Ettore Sottsass, no final dos anos 1960
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    Hermes 3000 verde-menta de Sylvia Plath
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    A Royal Quiet Deluxe Portable de Ernest Hemingway
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      Valentine da Olivetti, desenhada por Ettore Sottsass, no final dos anos 1960
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      Hermes 3000 verde-menta de Sylvia Plath
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      A Royal Quiet Deluxe Portable de Ernest Hemingway

      De modelos como a Corona No. 3 ou a Royal Quiet Deluxe Portable (as duas máquinas preferidas de Hemingway), aos vários modelos da alemã Olympia, há muito por onde escolher e a bons preços no eBay ou em sites de leilões online como a Catawiki, ou ainda de produtos em segunda mão como o Etsy com a garantia que vai ter em casa uma lindíssima e original peça decorativa.

      É claro que se quiser subir a fasquia um pouco mais alto, pode ir procurar raridades como a Blickensderfer ou a Scholes and Glidden, a primeira máquina de escrever a ser produzida em larga escala, responsável pela invenção do teclado QWERTY, que tão bem conhecemos (nas primeiras máquinas de escrever, as teclas estavam organizadas em duas filas, por ordem alfabética, mas rapidamente se percebeu que, quando letras adjacentes, como o S e o T, eram pressionadas uma a seguir à outra demasiado rápido, as hastes colidiam e a máquina encravava. Decidiu-se então que a disposição das letras no teclado deveria ser aleatória, para que letras habitualmente utilizadas uma a seguir à outra estivessem afastadas, evitando que a máquina encravasse. Foi assim que surgiu o teclado QWERTY).

      Os especialistas indicam que há modelos do início do século XX que estão subvalorizados no momento. É o caso de marcas raras como a americana Visigraph ou a italiana Invicta, mas também há quem diga que as máquinas de escrever eletrónicas dos anos 1980 também podem vir a tornar-se um bom negócio. É tudo uma questão de investigar os sótãos das casas dos avós ou passar um fim de semana a visitar antiquários e feiras de velharias…. Nunca se sabe o que poderá encontrar!

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      Hanx Writer, a app de Tom Hanks para escrever à máquina no telemóvel

      Sabia que Tom Hanks tem uma verdadeira paixão por máquinas de escrever? Com uma coleção de mais de 250 aparelhos, muitos deles usados ​​no passado por jornalistas e escritores famosos, o famoso ator de Hollywood criou uma app para iPhone ou iPad que recria a sensação de trabalhar numa máquina de escrever antiga, sem perder as vantagens do digital. Chama-se Hanx Writer e serve para escrever documentos ou emails ao som das teclas a bater e enquanto visualiza os martelos a bater e as letras a aparecer na página. Ideal para nostálgicos e apaixonados pelo vintage.

      A versão gratuita desta app está disponível para download no iTunes, mas inclui uma única máquina de escrever, o Hanx Prime Select; pode acrescentar outros modelos, como o Hanx 707 ou a Hanx Matterhorn, por 3,49 euros cada. Ou ainda uma “Hanx Keyboard Extension” por 1,09 euros. Depois é só começar a “martelar”.