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Os novos museus que não pode perder Os novos museus que não pode perder

Os novos museus que não pode perder

Os novos museus que não pode perder

Acabados de abrir ou com inauguração para este ano, estes são os mais modernos museus que o mundo alguma vez viu. Espaços icónicos que merecem a sua visita.


Publicado em 09-Mar-2020

Os novos museus do mundo podem celebrar o passado, como em Narbona, ou o futuro, no Dubai. Podem exibir as conquistas da medicina, vibrar com as maravilhas da gastronomia, ou com o mundo mágico do cinema. Podem ter objetivos, propósitos e tamanhos muito diferentes, mas em comum partilham o desejo de enriquecer a experiência dos visitantes e maravilhar o mundo com a sua arquitetura.

Museu Nacional do Qatar

Abu Dhabi tem o seu Louvre e o Qatar não podia ficar atrás. Até porque o principado se prepara para receber o mundial de Futebol e, antes disso, pretende inaugurar uma série de grandes obras para mostrar a capacidade do país. Assim se explica este enorme Museu Nacional, desenhado por Jean Nouvel – que também tinha criado o Louvre dos Emirados Árabes Unidos. Arquitetonicamente o edifício é impressionante, lembrando uma rosa do deserto. Uma estrutura tão complexa que, na prática, rivaliza com qualquer obra de arte que possa albergar. Lá dentro o objetivo principal será celebrar a história do país e sobretudo o seu futuro – até porque a primeira não é assim tão extensa, mas o complexo justifica, por si só, a visita.

The Shed, Nova Iorque

O The Shed foi a maior inauguração cultural de Nova Iorque o ano passado. Um edifício situado nos Hudson Yards e ligado à famosa High Line. De arquitetura totalmente futurista, com uma estrutura telescópica revestida a painéis brilhantes, o The Shed, é um centro de artes cénicas e visuais, mais do que um museu propriamente dito.  Da sua programação fazem parte a mais variada gama de produções e atividades culturais.

Grande Museu Egípcio, Gizé

Situado num planalto sobre o deserto, o Grande Museu do Egipto oferece uma vista magnifica para as três pirâmides de Gizé, mas, antes disso, o museu recebe os visitantes com uma imponente estátua de Ramsés II — uma espécie de introdução ao enorme espólio artístico e cultural aqui reunido. Com abertura prevista para este ano, o museu passará a ser o mais importante do país acolhendo grande parte das peças mais significativas desta civilização.

A arquitetura ficou a cargo do atelier Heneghan Peng, que não se importou de aproveitar toda a estética egípcia, embora transportando para o século XXI, com linhas muito fluídas e onde não falta sequer refrescantes jardins internos. Para além do enorme acervo, o museu oferece ainda uma experiência interativa e um museu dedicado mais especificamente às crianças.

Museu do Futuro, Dubai

Depois de Abu Dhabi e do Qatar, chegou a vez do Dubai apresentar o seu “museu bandeira”. E quem passa pela maior avenida do Emirato não pode deixar de reparar numa enorme escultura totalmente construída em metal, e decorada com escritos árabes. Só que a escultura é, na realidade, um edifício com sete andares que alberga o Museu do Futuro. Mesmo numa cidade repleta de construções impactantes, o Museu chama a atenção pela sua modernidade, e foi contruído recorrendo a triângulos interligados produzidos em impressoras 3D. O novo museu procurará chamar a atenção para áreas como as alterações climáticas e a sustentabilidade, avanços na medicina e outras tecnologias que poderão vir a moldar o futuro.

Museu da Academia de Cinema, Los Angeles

Bem no coração de Hollywood, um santuário dedicado a tudo o que diz respeito à sétima arte. O museu abre as suas portas este ano e o objetivo, pode ler-se, será criar uma experiência em tudo semelhante a assistir a um filme “onde [os personagens ou visitantes] vão ao cinema para experimentar a sua magia”. A aparência futurista do Sphere Building, desenhado pelo conceituado Renzo Piano dará certamente uma ajuda a passar essa magia.

El Bulli 1846, Girona

O El Bulli vai reabrir! Mas não vale a pena ir a correr tentar reservar mesa, porque desta vez não é disso que se trata. Desta vez o chef catalão — que a revista Time classificou como uma das 10 personagens mais inovadoras do mundo — criou um centro de pesquisa e investigação dedicado à gastronomia e a tudo o que isso envolve. A ideia será partilhar conhecimentos e experiências, inclusivamente em encontros de partilha, o primeiro a realizar-se em agosto deste ano. Paralelamente, criou também um museu dedicado ao próprio restaurante, que foi sem dúvida o mais influente para a atual cena gastronómica mundial e, já agora, o 1846 no nome é uma homenagem ao pai da gastronomia moderna, o francês Auguste Escoffier, nascido nesse ano.

Bourse de Commerce—Pinault Collection, Paris

Um local absolutamente emblemático, a antiga bolsa de Paris, foi reconvertida para albergar outro tipo de valores – passando a exibir as obras de arte da coleção Pinault. Francois Pinault construiu um dos maiores impérios na indústria do luxo, com interesses na Moda (Gucci, Saint Laurent), relojoaria e joalharia (Girard-Perregaux, Boucheron), mas também se revelou um dos grandes patronos da arte construindo uma das maiores coleções do mundo, com perto de cinco mil obras de arte modernas, dos séculos XX e XXI.

A reconversão do edifício ficou a cargo do super-arquiteto japonês Tadao Ando e o Museu irá – tem inauguração prevista para Junho deste ano – albergar ainda outras exposições temáticas, e mesmo projetos comissionados especificamente para o museu. O custo da reconversão terá sido superior a 150 milhões de euros, o que não é nada comparado com o que alberga.

Narbo Via — Narbonne, Franca

A cidade de Narbona, ou Narbo Martius, no sul de França, foi um dos mais importantes portos para os Romanos, mas muito antes disso era já um dos grandes aglomerados populacionais de toda a antiguidade. Aqui se encontram alguns dos melhores vestígios para compreender a nossa história, e este verão toda essa riqueza ficará reunida debaixo de um único teto, no museu desenhado pelo estúdio Foster + Partners. A arquitetura do espaço, aliás, procura dar continuidade a esse legado, promovendo uma fusão entre o estilo arquitetónico francês e o romano, com claustros, jardins e um anfiteatro.