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Seis estratégias para gerir o tempo de ecrã. Seis estratégias para gerir o tempo de ecrã.

Seis estratégias para gerir o tempo de ecrã.

Seis estratégias para gerir o tempo de ecrã.

Ultimamente passamos mais tempo ligados em modo virtual do que real, mas se foi ótimo para atenuar saudades, tanto tempo passado ao ecrã não é bom para ninguém.


Publicado em 01-Jun-2020

A tecnologia e os ecrãs já desempenhavam um papel vital nas nossas vidas, mas antigamente – nos tempos pré-covid recordam-se – tínhamos pelo menos alguma preocupação para evitar passar demasiado tempo no smartphone. Hoje esses pudores foram pela janela, juntamente com a reciclagem e os saltos altos.

Corremos a instalar o Zoom, o Hangouts e o Meet, para fazerem companhia ao WhatsApp e ao Skype, porque eram também a única forma de fazer companhia aos nossos pais e avós sem corrermos o risco de lhes passar o corona acidentalmente. E havia outra maneira de beber copos com os amigos sexta-feira à noite?

No Facebook, conseguíamos manter contacto com um número gigante de amigos, e no YouTube descobrimos como, afinal, até conseguíamos fazer pão. O Instagram permitiu-nos sonhar com aquelas viagens que nunca fizemos, mas “vamos fazer de certeza mal isto tudo acalme”, e passámos o resto do tempo a jogar e a ver os vídeos que nos chegavam por uma qualquer rede social.  Já para não falar nos mais novos… quem acha que tem uma vida social intensa que olhe para os grupos de WhatsApp de uma criança de 10 anos, para quem os tablets passaram ainda a ser os melhores amigos – e a melhor babysitter

Seis estratégias para gerir o tempo de ecrã. | Unibanco

O Coronavírus manteve-nos fisicamente separados, mas virtualmente ligados e o tempo passado ao ecrã disparou em consequência. Tem vindo a subir sempre nos últimos anos. O último estudo diz que foram 3 horas e 15 minutos por dia a olhar para o telemóvel, quase uma hora a mais do que no ano anterior. O estudo feito pela RescueTime, um software que monitoriza a atividade dos utilizadores de equipamentos móveis, diz ainda que 20% dos utilizadores passam em média 4,5 horas de telemóvel na mão, e conclui que para muitos o aparelho se transformou numa espécie de cobertor de segurança, ou seja, naquele objeto que confere confiança só pelo facto de estar ali. Na língua inglesa até existe inclusivamente uma série de acrónimos para descrever muitos dos sintomas associados ao abuso do telemóvel. Termos como nomophobia, de No-Mobile-Phobia, ou seja, o medo de ficar sem o aparelho. FOMO, ou Fear Of Missing Out, o medo de estar a perder qualquer coisa, ou ringxiety, quando se “ouvem” toques imaginados que levam a agarrar no telefone várias vezes ao dia.

A RescueTime conclui também que a maioria dos utilizadores passa mais tempo ao telemóvel durante a semana do que ao fim de semana e que, das 58 vezes que se olha, em média, para o ecrã, 30 delas são no horário de trabalho. Ou seja, esta dependência não só causa ansiedade como diminui a produtividade, e ainda provoca dores musculares e problemas de visão – que não se resolvem comendo muitas cenouras. Felizmente, se seguir estas cinco dicas consegue cortar no tempo passado ao ecrã enquanto o diabo esfrega um olho (provavelmente por ter ficado demasiado tempo a olhar para uma app malvada):

1 Desligue as notificações

É um truque fantástico. Desligue o máximo de notificações que conseguir – deixe só ativas, por exemplo, emails, chats de trabalho ou agenda (não queremos que perca o emprego). No início irá com frequência “checar” se perdeu alguma coisa, mas depois, aos poucos, sem avisos que atraiam irá progressivamente desbloquear o ecrã menos vezes.

Seis estratégias para gerir o tempo de ecrã. | Unibanco

2 Crie momentos livres de tecnologia

Há quem veja filmes no telemóvel durante um banho de imersão (assim tão perto da água), e a banheira não é sequer a loiça sanitária que atrai mais telemóveis à casa de banho. Nos últimos tempos, a tecnologia invadiu de tal forma as nossas vidas que já não existe praticamente nenhuma zona livre, mas devia. Quebre essas rotinas, passando por exemplo o jantar sem televisão e se insiste em ter distração à sanita prefira uma revista em papel (ou um livro), como se fazia antigamente. Especialmente, nunca utilize o telemóvel na cama, nem na meia hora anterior ao deitar, pois essa utilização baralha os nossos biorritmos e dificulta uma noite de sono descansada.

3 Não utilize o telemóvel como despertador

O melhor será deixar o smartphone totalmente fora do quarto, e nem sequer o usar como despertador, pois já se descobriu que basta o ato de definir o despertador para despertar uma enorme curiosidade sobre o que se passa na aplicação ao lado. Um estudo recente concluiu também que quem não dormia junto ao telemóvel tinha metade das hipóteses de vir a sofrer de nomophobia.

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4 Estabeleça limites

Sabe que o seu smartphone tem uma aplicação para conferir o tempo de utilização? Foi uma boa ação das marcas, mas infelizmente não teve a publicidade que merecia, vá-se lá saber porquê… Mas ela existe, encontra-a nas definições e permite verificar o tempo passado ao ecrã, em que aplicações específicas, e ainda definir tempos de limite de utilização para cada uma. Excedido o prazo recebe um alerta.  

5 Avise amigos e família da sua decisão

Largar o ecrã é como entrar em dieta ou deixar de fumar: deve encontrar atividades alternativas, como cozinhar, dar longos passeios ao ar livre (sem telemóvel, claro está) fazer desporto, jardinagem, o que bem entender. Mas paralelamente será fundamental poder contar com a ajuda dos amigos mais chegados e da família, para encorajar, alertar, ou simplesmente não ligarem tanto nem ficarem zangados só porque não devolveu a chamada com a rapidez habitual. Sim, largar os ecrãs pode ser custoso, mas os seus olhos, pescoço e cérebro vão agradecer.

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6 Está desculpado se usar o ecrã para o ajudar a navegar na natureza

Com os espaços públicos cada vez mais repletos de pessoas, porque não ir até onde mais ninguém foi? Ou pelos menos onde poucos vão? Está dado o mote para partir à aventura, em comunhão com a natureza e, sim, nesta situação o telemóvel pode ser uma boa ajuda. É o caso da app Wikiloc, uma plataforma de entusiastas para descobrir e partilhar novos caminhos de exploração. A comunidade conta com praticamente 6 milhões de membros em todo o mundo, que por sua vez já partilharam mais de 16 milhões de rotas e 30 milhões de fotos. E, sim, tem uma zona específica só para Portugal, dividida por distritos e com os percursos organizados por distância e grau de dificuldade. É só seguir o ecrã. Se avançar para estas caminhadas não se esqueça de comprar equipamento apropriado. Para isso pode contar com o UNIBANCO, e com as várias vantagens no dia a dia.

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