Este website utiliza cookies para melhorar a navegação. Ao navegar no website estará a consentir a sua utilização. Para saber mais clique aqui.

Powered by

Unibanco
Smart: tudo elétrico a partir de agora Smart: tudo elétrico a partir de agora

Smart: tudo elétrico a partir de agora

Smart: tudo elétrico a partir de agora

Pela primeira vez uma marca automóvel acaba com a oferta de motores a gasolina e passa tudo para elétrico. Bem-vindos ao futuro.


Publicado em 07-Fev-2020

Para os lados de Böblingen, na sede da Smart, na Alemanha, devem andar cheios de energia pois acabam de eletrificar toda a oferta da marca. Isso mesmo, os pequenos citadinos nascidos no seio da Mercedes-Benz não terão mais versões a gasolina, gasóleo ou sequer híbridas. Trata-se da primeira marca de automóveis “tradicional” a largar a combustão e a abraçar completamente o elétrico.

Talvez “tradicional” não seja a melhor palavra para descrever a irreverente Smart, mas o ponto é este: trata-se da primeira marca automóvel, que andou muitos anos a oferecer motorizações que necessitavam de ir à bomba atestar com um sucedâneo de petróleo, a acabar com isso. Agora, quem não tiver forma de carregar em casa, na garagem, terá de encontrar um lugar de estacionamento elétrico para abastecer o seu Smart. Se a isto juntarmos a chegada do ID3, o “Golf” elétrico da Volkswagen, do novo Mini 100% elétrico e de tantos outros automóveis, como pode verificar aqui mesmo percebemos como a mudança para o elétrico está realmente a acontecer.

Smart: tudo elétrico a partir de agora | Unibanco

Esta mutação da Smart chega também com uma mudança de gestão, porque a Daimler – isto é a casa mãe da Mercedes e da Smart – uniu-se aos chineses da Geely para formar uma nova joint venture em que a Smart passa a ser detida em partes iguais, 50-50, pelas duas empresas. Se pergunta “quem são os ‘chineses da Geely?” não precisa de olhar mais longe do que para a Volvo e para o crescimento que esta tem tido desde que passou para o controle da empresa. A Geely detém a Volvo, a Lotus e 10% da própria Daimler.

Desta união resulta ainda que os novos Smart vão continuar a ser desenvolvidos na Alemanha, mas passam a ser fabricados na China, em vez de em França, como acontece agora — felizmente os trabalhadores da fábrica não precisam de se preocupar, pois os seus postos de trabalho estão assegurados e vão passar a construir um novo Mercedes. A propósito, consegue adivinhar qual será a motorização? Elétrica, pois claro.

Smart EQ fortwo, desde 22 845 euros, Smart EQ forfour, desde 23 745 euros, e Smart EQ fortwo cabrio, desde 26 395 euros.

Mas regressemos ao nosso jovem urbano que, desde finais de janeiro já só existe com motorizações elétricas. A marca ganha também a designação EQ, a “inteligência emocional” com que a Mercedes brinda todos estes novos veículos. A sigla surge a seguir ao nome da marca e antes do modelo: Smart EQ fortwo , Smart EQ forfour e Smart EQ fortwo cabrio. Visualmente não se notam grandes diferenças entre as novas versões e as mais antigas, a não ser, talvez, num ou noutro detalhe que acentuam um ar ligeiramente mais musculado, como que para passar a mensagem de que eletrificação não lhe retirou poder. No interior as mudanças são um pouco mais percetíveis, pois a consola foi redesenhada e existe uma maior integração com o smartphone — A ideia é recriar, no ecrã, o mesmo ambiente do telemóvel ao qual estamos familiarizados. Paralelamente, uma nova app permite controlar remotamente algumas funções do veículo, como a climatização, ou aceder ao estado do mesmo. Ou seja, ligar o ar condicionado para aquecer ou arrefecer o habitáculo e ainda perceber quanta bateria resta para voltar a casa. Ou quanto tempo falta para terminar o carregamento.  

Relativamente às motorizações, temos um único motor de 60 kW, capaz de atingir uma velocidade máxima de 130 km/h em qualquer modelo. Suficiente para um citadino, até porque consegue atingir os 100 km/h em 11,6 segundos (ou 12,7 no caso da versão forfour) As emissões são obviamente o ponto forte: 0(!) e os consumos situam-se entre os 156 e os 193 kW/h (163 e 200 kW/h no forfour) segundo a norma WLTP. Daqui resulta uma autonomia de 116 ou 130 quilómetros — suficiente para uma semana de trabalho se não sair da cidade, mas até pelo mediatismo da decisão, teria sido interessante fazer-se acompanhar de valores mais altos. Ficará para uma próxima atualização….

Finalmente, para carregar a bateria o Smart traz de série um carregador de 4,6 kW, que demora sensivelmente 3h30 para carregar a bateria dos 10 aos 80% numa estação de carregamento pública, mas opcionalmente (por cerca de 990 euros) poderá escolher uma versão com 22 kW que reduz significativamente os tempos de recarga para apenas 40 minutos.

Quando a Smart foi inventada por Nicolas Hayek, o dono do grupo de relojoaria Swatch (o nome deriva das palavras Swatch, Mercedes e Art), imaginou sempre um pequeno citadino “grande o suficiente para caberem duas pessoas e uma grade de cerveja”, mas com uma motorização amiga do ambiente. Na viragem do século era ainda muito cedo para ter uma versão 100% elétrica,  algo que só viria a acontecer em 2007, mas pouco mais passou do que uma década e já abandonaram completamente a combustão. É incrível a rapidez com que tudo pode mudar.

Smart: tudo elétrico a partir de agora | Unibanco